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Banco Central Europeu não vai relaxar em sua luta contra a inflação

Arquivo Geral

16/05/2008 0h00

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), viagra Jean-Claude Trichet, order disse nesta sexta-feira que a instituição “não pode relaxar” em sua luta contra a inflação, afastando novamente a possibilidade de redução das taxas de juros.

Trichet, que participou do último fórum econômico anual organizado pela Comissão Européia (CE), insistiu que preços estáveis são “um requisito imprescindível para manter o crescimento econômico, a criação de emprego e a coesão social”.

“Não há margem para a complacência na luta contra a inflação”, afirmou ele.

A alta dos preços, impulsionada principalmente pelo encarecimento dos produtos energéticos e alimentícios, continua sendo a grande preocupação do BCE, que este mês decidiu manter as taxas de juros para a zona do euro em 4%.

Segundo os dados do Eurostat, o escritório estatístico comunitário, a inflação diminuiu na zona do euro, em abril, para 0,3% (1%, em março), mas a taxa anualizada – que caiu três décimos – continua em 3,3%, acima da meta de 2% fixada pelo BCE.

Trichet afirmou hoje que, apesar da inflação atual não cumprir com as metas da instituição, “o importante é que a política monetária continue oferecendo estabilidade aos preços a médio prazo” e leve em conta “os riscos” futuros.

Neste sentido, lembrou que o BCE conseguiu manter uma estabilidade dos preços “destacável” desde que foi implantada a moeda única, apesar de vários impactos econômicos externos, o que reforça a “credibilidade” da instituição.

No entanto, insistiu que essa credibilidade deve ser demonstrada continuamente nas decisões do BCE e afirmou que “não há nada melhor para a reputação da instituição do que ter um comportamento coerente”.

Mais uma vez, Trichet se mostrou contrário à indexação dos salários ao IPC e disse que sua instituição “está dando atenção especial às negociações salariais” na zona de euro para evitar o risco de “efeitos de segunda rodada” procedentes do aumento dos preços.

Por sua vez, o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia, reconheceu ao chegar à conferência que os impactos do exterior continuam pressionando a inflação em alta, apesar da pequena desaceleração mostrada pelos últimos dados da zona do euro.

“Devemos reduzir os preços e nos aproximar das metas do BCE”, afirmou.

Trichet usou seu discurso principalmente para analisar os dez anos de existência do euro e falou da necessidade de se acabar com o rigor presente no mercado de trabalho europeu, para que os países melhorem seu crescimento econômico.

Em sua opinião, uma rígida proteção do emprego dificulta a adaptação das empresas em um contexto de mudanças tecnológica e científica muito rápidas.

Ao mesmo tempo, considerou que a Europa deve melhorar ainda mais no campo da criação de emprego, assim como no aumento da produtividade para competir com outras potências econômicas.

O Fórum Econômico da CE, encerrado hoje, se concentrou este ano na história e no futuro do euro e reuniu em Bruxelas alguns dos principais líderes econômicos como o próprio Trichet, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn e o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.



 

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