O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira os Governos do mundo árabe a cometer “reformas audazes” que respondam às reivindicações da cidadania e do Bahrein a não empregar a violência para reprimir os protestos populares.
“No Bahrein, como em outras partes, não se deve usar da violência contra manifestantes pacíficos, nem contra jornalistas. Aqueles que forem responsáveis devem responder na Justiça”, disse Ban em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas.
O máximo responsável do organismo mundial classificou de “profundamente inquietantes” as informações que apontam que várias pessoas morreram nesta quinta-feira no Bahrein e mais de cem ficaram feridas pelos tiros disparos pela Polícia e o Exército contra milhares de manifestantes no centro de Manama.
A Polícia barenita mantém cercada a principal praça da cidade, apoiada por unidades de blindados do Exército, depois dos distúrbios ocorridos nas últimas horas.
Ban lembrou que as autoridades do Bahrein, da mesma forma que os de todos os países, têm a responsabilidade de respeitar os direitos humanos.
Além disso, indicou que nos próximos dias entrará em contato com os governantes do mundo árabe para fazer chegar a eles esta mensagem.
“Direi mais uma vez: a situação exige reformas ambiciosas, não repressão. O desenvolvimento sustentado pode arraigar nos lugares onde a cidadania conta com poder de decisão, o Governo responde e o crescimento chega a todo o mundo”, destacou.
Em referência à situação no Egito, Ban celebrou o fato de os atuais governantes militares do país terem se comprometido publicamente em convocar eleições livres, como parte de uma transição à autoridade civil.
Ao mesmo tempo, ressaltou a necessidade de cumprir as promessas e que não “há como voltar atrás”, depois da queda na semana passada do regime de Hosni Mubarak.
“Durante anos, as Nações Unidas assinalaram os problemas que agora emergiram com força à superfície. Tanto os líderes, quanto os cidadãos, têm a responsabilidade de trabalhar juntos a partir de agora”, acrescentou.