O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (16) ao Governo e aos rebeldes sírios uma contenção “máxima” com o objetivo de consolidar o cessar-fogo decretado na quinta-feira e permitir o trabalho dos observadores das Nações Unidas.
“Esta interrupção da violência é muito frágil, requer um apoio completo e a cooperação de todas as partes: autoridades sírias e forças da oposição”, afirmou Ban em declarações conjuntas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Ban advertiu que qualquer problema “pequeno ou involuntário” pode “romper este processo tão frágil”, por isso pediu a ajuda de todos para continuar o processo de negociação política.
O secretário-geral das Nações Unidas lembrou que os primeiros seis membros da equipe de observadores já chegaram à Síria, apesar de a questão da segurança ainda precisar ser concretizada.
Em todo caso, Ban reiterou várias vezes que os observadores estão “desarmados” e deixou claro que é responsabilidade do Governo sírio garantir sua liberdade de acesso e de movimento para poder comprovar a interrupção da violência.
Ele também afirmou que esta liberdade de acesso “é aplicada a todos: autoridades sírias e forças da oposição”.
Ban Explicou que o grupo de observadores aumentará a até 30 pessoas, e que na próxima quarta-feira proporá ao Conselho de Segurança a autorização para o desdobramento de uma missão ampliada, composta por 250 pessoas.
O secretário-geral confiou que o desdobramento desta missão ajude para pôr fim à violência em benefício do povo sírio.
Os seis membros da missão de observadores das Nações Unidas enviados a Damasco devem se reunir nesta segunda-feira com responsáveis do Governo de Bashar al Assad e com representantes da oposição para explicar sua incumbência.
O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que esse grupo “acaba de começar sua missão”, por isso que ainda não recebeu nenhum relatório sobre sua atividade.
Ban lembrou que o enviado especial da ONU, Kofi Annan, conseguiu o apoio de “atores chave” a seu plano, como Rússia, China, Irã e todos os membros da Liga Árabe.