O sul-coreano Ban Ki-moon, capsule secretário-geral das Nações Unidas, web disse hoje, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que a sociedade deve manter os esforços no combate à doença.
Nesta segunda-feira, o secretário-geral participou da Conferência Internacional sobre Financiamento para Desenvolvimento, organizada pela ONU desde sábado em Doha, Catar.
Em discurso, Ban Ki-moon comentou que a aids “ainda é uma das epidemias mais devastadoras da história”, lembrando que a população é infectada a uma velocidade mais rápida em relação ao seu tratamento.
“A aids ainda está entre as dez primeiras causas de morte no mundo, e é a maior de todas na África”, destacou o secretário- geral.
No entanto, ele lembrou os “notáveis progressos” dos últimos anos, período durante o qual mais de três milhões de pessoas receberam tratamento contra a doença.
Por isso, ele pediu a doadores e Governos que mantenham seu compromisso, especialmente em meio ao atual momento de crise econômica. “Se isso não ocorrer, milhões de pessoas sofrerão conseqüências devastadoras”, apontou.
Além disso, o sul-coreano disse que os frutos do grande investimento feito até o momento não serão notados caso as contribuições financeiras diminuam – o que também dificultaria o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Durante seu discurso, o diplomata fez menção à decisão do Governo americano de destinar US$ 48 bilhões para ajudar na luta global contra a Aids nos próximos cinco anos. A medida foi adotada pelo presidente, George W. Bush, em julho.
“Apesar destes progressos, 7.500 pessoas são infectadas por dia”, lamentou o secretário-geral da ONU.
Para isso, ele ressaltou que é preciso um esforço combinado de recursos e envolvimento de todas as camadas da sociedade para chegar ao objetivo de garantir total prevenção, tratamento e assistência para 2010.