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Ban Ki-moon afirma que situação na Síria parece estar mais tranquila

Arquivo Geral

12/04/2012 12h31

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou nesta quinta-feira em Genebra que a situação na Síria “parece mais tranquila” depois que terminou nesta manhã o prazo dado para o fim das hostilidades entre as partes envolvidas no conflito.

 

“Neste momento, a situação parece mais tranquila. Estamos acompanhando muito de perto”, disse Ban em entrevista coletiva após encontrar na sede europeia da ONU com seu enviado especial e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan.

 

Ban pediu um pouco de paciência antes de dar por fracassado o fim dos combates, depois que as forças de oposição informaram sobre a morte de várias pessoas por disparos das forças militares e de segurança. “Espero que o cessar-fogo continue se sustentando. Apenas hoje a luta se deteve”, disse Ban.

 

O secretário-geral da ONU lançou uma mensagem ao presidente sírio, Bashar al Assad, na qual pediu que ele “mantenha sua promessa e exercite uma contenção máxima” neste momento.

 

“Este cessar-fogo é muito frágil e pode romper em qualquer momento. Se houver outro disparo, por menor que seja, as partes terão o pretexto de voltar aos combates. É importante que todos os amigos (da Síria) e atores da comunidade internacional interfiram para manter as promessas de cessar-fogo”, disse.

 

Perguntado sobre a existência de um “plano B” caso o cessar-fogo fracasse, Ban insistiu em sua esperança de que “com a ajuda da comunidade internacional e o sólido compromisso dos dirigentes da Síria e das forças da oposição, sejam cumpridas suas promessas, os combates sejam detidos e a negociação política prossiga”.

 

O secretário-geral das Nações Unidas disse entender o ceticismo em torno da permanência da pausa nas hostilidades, porque “houve muitas promessas fracas por parte do Governo sírio”, e pediu a Damasco que “demonstre com atos o que expressa com palavras”. Na sua opinião, este é o momento para propiciar “uma mudança fundamental de curso” na Síria.

 

“Foram perdidas muitas vidas e é o momento de terminar com a violência”, acrescentou Ban, que reconheceu a dificuldade para conhecer com exatidão a situação no terreno à revelia de observadores da ONU, algo no qual está trabalhando neste momento.

 

O envio de uma missão de supervisão e acompanhamento do cessar-fogo dependerá de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, ao qual Ban pediu uma ação unânime, porque um aumento da militarização do conflito não é a solução.

 

“Com um mandato do Conselho de Segurança, podemos enviar com muita rapidez uma força de manutenção da paz”, argumentou o secretário-geral, que informou que o general norueguês Robert Mood voltará em breve a Damasco liderando uma equipe técnica da ONU para preparar o eventual desdobramento de uma missão.

 

Ban também fez referência ao problema dos refugiados e ao milhão de pessoas que precisam de ajuda humanitária, e defendeu que uma vez seja consolidado um processo de pacificação no país, será considerada a possibilidade de levar à justiça os responsáveis por violações dos direitos humanos.

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