O secretário-geral da ONU, search Ban Ki-moon, cure enviará a Mianmar nos próximos dias o principal responsável das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, John Holmes, para que tente acelerar a distribuição de ajuda às vítimas do ciclone “Nargis”.
A porta-voz da ONU, Michèle Montas, assinalou hoje que Ban tomou a decisão após a reunião realizada na quarta-feira com representantes de países do sudeste asiático, de Mianmar e das principais nações doadoras para aumentar a coordenação da ajuda internacional.
“A decisão está tomada, agora falta determinar a data, mas será o mais rápido possível”, afirmou.
Montas afirmou que a missão de Holmes é facilitar que a ajuda internacional chegue às vítimas do ciclone na zona do delta do rio Irrawaddy, ao qual as autoridades locais restringiram a passagem de voluntários internacionais.
A ONU calcula que os desabrigados pelo desastre podem chegar a 2,5 milhões de pessoas, das quais menos de um terço devem estar recebendo algum tipo de assistência.
A porta-voz disse que Holmes deu entrada no pedido de visto, que “esperamos que receba”, para viajar dentro dos próximos cinco dias a Yangun em um dos aviões com a ajuda do Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Ela admitiu que a decisão de enviar o diplomata britânico, que recentemente tinha descartado viajar à região, responde a uma aparente mudança na atitude da Junta Militar.
“Algo mudou, politicamente a situação está mais aberta, e o secretário-geral pediu que vá”, acrescentou a porta-voz.
Ban acordou na reunião de quarta-feira com os membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e os principais países doadores aumentar a coordenação da ajuda humanitária para que chegue de uma forma mais sistemática às vítimas.
A reunião convocada por Ban faz parte de uma tentativa da ONU de vencer os obstáculos colocados pelo regime militar do país, perante o temor de que maiores atrasos provoquem “uma segunda onda de mortes”.
O regime militar birmanês aumentou hoje a quase 38.500 o número de mortos pelo ciclone “Nargis”, mas organizações internacionais temem que as vítimas fatais possam superar os 100 mil.