O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou hoje o assassinato pela Al Qaeda do voluntário francês Michel Germaneau, que trabalhava em projetos humanitários na região africana do Sael.
Ban considerou que “este último ato é um forte recordatório da urgente necessidade de derrotar o terrorismo no mundo e na região do Sael em particular”, indicou seu porta-voz, Martin Nesirky.
Germaneau, de 78 anos, foi sequestrado em abril no Níger pela organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), um grupo que há um ano executou um refém britânico, e que mantém cativos dois voluntários espanhóis, que seqüestraram na Mauritânia quando se dirigiam ao Senegal em um comboio humanitário.
A notícia da morte do voluntário foi informada hoje pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que disse que Germaneau foi “assassinado” por “pessoas que não têm nenhum respeito pela vida”.
Em declarações à imprensa no Palácio do Eliseu, o presidente transmitiu suas condolências à família e amigos da vítima e assegurou que, desde o início do cativeiro, “foram mobilizados todos os meios possíveis” para libertá-lo.
Sarkozy anunciou que ainda nesta segunda-feira o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, viajaria à região do norte africano “para examinar as medidas de segurança” a serem adotadas.