Embora isso não estivesse previsto inicialmente, Bachelet se reuniu nesta sexta-feira com Alan García, o anfitrião da Cúpula América Latina-UE.
“Conversamos sobre as tarefas do futuro, sobre as tarefas vinculadas à relação do Chile e do Peru com o a região Ásia-Pacífico”, declarou a governante à imprensa.
As relações entre Chile e Peru ficaram abaladas depois que o Governo de Alan García apresentou, em 16 de janeiro deste ano, um processo na Corte Internacional de Justiça de Haia reivindicando a soberania de 100.000 quilômetros quadrados na fronteira marítima com o Chile.
O Chile argumenta que os limites foram fixados em tratados assinados por ambos os países em 1952 e 1954, mas o Peru defende que os acordos em questão visam apenas a regular a pesca na região.
“Somos vizinhos, olhamos para o mesmo oceano, temos desafios comuns e é necessário continuar avançando em integração e em respostas comuns a desafios que são comuns”, declarou hoje Michelle Bachelet.
A presidente chilena também se reuniu com o líder boliviano, Evo Morales, e expressou após o encontro que “o bom nível das relações bilaterais” permitirá enfrentar de uma forma melhor os desafios comuns que os países compartilham.
“Entendemos que é necessário avançar em direção a uma complementaridade de capacidades que cada um de nossos países possui, para resolver os desafios”, afirmou a presidente.
Chile e Bolívia não mantêm relações diplomáticas desde a Guerra do Pacífico, há 129 anos, com exceção de um breve período nos anos 1970.
No entanto, em meados de 2006, Morales e Bachelet iniciaram um inédito processo de aproximação e fixaram uma agenda de diálogo com 13 temas de importância bilateral, entre eles a questão marítima.
A presidente chilena concordou hoje com seu colega boliviano na necessidade de avançar com maior eficácia nas relações bilaterais e na integração entre Chile e Bolívia.
“Temos relações muito boas e muita confiança. Agora nossos povos querem ver resultados concretos”, disse Michelle Bachelet.