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Autoridades desvinculam papaia mexicana de surto de salmonela nos EUA

Arquivo Geral

25/07/2011 23h27

Autoridades mexicanas afirmaram nesta segunda-feira que seria prematuro vincular a papaia mexicana aos 17 casos de salmonela registrados este ano em Chicago e outras cidades do estado de Illinois.

 

 

Os casos fazem parte de um surto que infestou 97 pessoas em 23 estados entre os dias 1º e 18 de julho deste ano. Por enquanto, nenhuma morte foi registrada.

 

 

Autoridades de México e Estados Unidos averiguam em ambos países “para determinar a origem de um foco de salmonela e, nesse caso, a cepa da bactéria”, disse em comunicado o Serviço Nacional de Saúde, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar (Senasica) do México.

 

 

O órgão indicou que esta pesquisa é realizada com a Agência de Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

 

 

“Estamos em coordenação permanente, com grupos de trabalho de ambas instituições com o objetivo de identificar a fonte de contaminação e não gerar conclusões antes de realizar a investigação”, detalhou o diretor do Senasica, Enrique Sánchez Cruz.

 

 

O especialista declarou que por enquanto não se pode atribuir à papaia mexicana a fonte de contaminação porque, de acordo com a pesquisa nas 97 pessoas infectadas, apenas 57% disse ter consumido a fruta.

 

 

Sánchez Cruz comentou que um dos principais provedores de papaia ao mercado americano, a Agromod, retirou de maneira voluntária o produto até a conclusão da investigação das autoridades. O resto do comércio continua normalmente.

 

 

O funcionário do Senasica esclareceu que em qualquer área de produção, empacotamento ou manejo de produtos agrícolas existe um risco permanente de contaminação, já que estas atividades e o processo primário em campo acontecem em condições abertas, onde se apresentam fatores de risco.

 

 

Por esta razão, as autoridades sanitárias realizam ações permanentes para a redução de riscos através de medidas preventivas nos hortos, na colheita, no empacotamento e no transporte.

 

 

De acordo com Sánchez Cruz, estas medidas abrangem a higiene dos trabalhadores, os controles nos insumos utilizados, a qualidade de água de irrigação e para lavagem, entre outras.

 

 

O especialista destacou que é importante ressaltar que deverão ser revisadas as condições de manejo e distribuição do produto dentro dos EUA.

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