As autoridades tailandesas começaram hoje a investigar o acidente que, see neste domingo, treat na ilha de Phuket, here matou 91 das 130 pessoas que estavam a bordo de um avião operado pela companhia tailandesa de baixo custo One-Two-Go Airlines.
Ontem mesmo, na parte da noite, os funcionários do Departamento de Aviação Civil encontraram, entre os restos da aeronave, as duas caixas-pretas que ajudarão os investigadores a esclarecer as causas do acidente, ocorrido em meio a uma chuva intensa e a fortes rajadas de vento.
“As duas caixas-pretas estão nas mãos dos investigadores”, disse aos meios de comunicação Udom Tantiprasongchai, o presidente da Orient Thai Airlines, empresa proprietária da subsidiária One-Two-Go Airlines.
O ministro de Transportes tailandês, Theera Haocharoen, afirmou que as duas caixas-pretas serão analisadas nos Estados Unidos ou na Austrália. Ainda segundo ele, o resultado da investigação deverá apresentado daqui a algumas “algumas semanas”.
De acordo com relatos, enquanto pousava, a aeronave saiu da pista, bateu contra árvores e muros, e, depois de partir em duas partes, foi rapidamente consumida por um incêndio.
“Este avião foi utilizado por 12 anos. Normalmente, qualquer avião tem um vida operacional de pelo menos 15 anos”, afirmou Haocharoen numa entrevista coletiva.
As autoridades do aeroporto da ilha de Phuket, que fica no sudoeste do país e é um dos principais destinos turísticos da Tailândia, disseram que a visibilidade era ruim quando o piloto realizou a manobra final de aterrissagem, efetuada depois que, de última hora, recebeu autorização para abortá-la.
Em maio de 2006, o Ministério de Construção e Transportes da Coréia do Sul tinha dito à Orient Thai Airlines que considerava deficientes as medidas de segurança nos aviões usados nos vôos entre Bangcoc e Seul.
Na época, o Ministério sul-coreano exigiu que a companhia aérea tailandesa melhorasse os sistemas de segurança e atualizasse as normas de operabilidade das aeronaves, já que tinham sido detectados erros de funcionamento em extintores e tanques de oxigênio.
Em outubro de 2004, a mesma companhia aérea recebeu um aviso das autoridades do aeroporto japonês de Narita, em Tóquio, quando um de seus aviões se aproximou cerca de 200 metros da torre de controle durante a aterrissagem.
“Posso confirmar que nossa aviação civil cumpre todos os padrões internacionais em todos os aspectos”, afirmou o primeiro-ministro da Tailândia, general Surayud Chulanont, durante a visita que fez ao aeroporto de Don Muang, em Bangcoc, para se reunir com os familiares das vítimas.
Chulanont, que cancelou uma viagem a Phuket, cerca de 700 quilômetros ao sul da capital, disse que “o Governo e os órgãos governamentais fornecerão ajuda completa aos sobreviventes e às famílias das vítimas”.
O acidente aéreo matou 55 estrangeiros, entre eles cidadãos australianos, franceses, israelenses e pelo menos um alemão.
A companhia One-Two-Go Airlines, criada em dezembro de 2003, dispõe de uma frota de seis aviões Boeing 747 e sete McDonnell Douglas MD-82, incluindo o que explodiu.
O acidente aéreo de ontem é o mais grave ocorrido na Tailândia desde dezembro de 1998, quando 101 pessoas morreram na queda de um avião da companhia estatal Thai Airways International perto do aeroporto da província de Surat Thai (sudeste do país).
O aeroporto da ilha tailandesa de Phuket foi reaberto hoje ao tráfego aéreo, 24 horas após ter sido fechado por causa do acidente.
A reabertura do aeroporto, no qual operam vôos domésticos e internacionais, foi anunciada pelas autoridades depois que os destroços do avião da One-Two-Go Airlines foram retirados da pista.