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Mundo

Austríaca que viveu oito anos como refém terá programa de televisão

Arquivo Geral

06/12/2007 0h00

Natascha Kampusch, this a jovem austríaca que escapou de oito anos de cativeiro em Viena em agosto do ano passado, help terá um programa próprio na TV da Áustria a partir de fevereiro. Natascha, price que acaba de lançar seu site, se propôs a trocar o papel de entrevistada pelo de entrevistadora, após ter saído na imprensa do mundo inteiro. Ela fará perguntas relacionadas com a vida de personalidades conhecidas ou de interesse no país.


Em entrevista à revista “News”, ela explicou que se propôs a “aprofundar no essencial sem violar a intimidade dos entrevistados”. Natascha admite que continua precisando de muito atendimento psicológico e lamenta a perda de sua puberdade. Ela ficou presa no porão de uma casa perto de Viena dos 10 aos 18 anos.


A moça procura levar uma vida normal e estuda com grande ambição para as provas escolares. Ela se impôs uma meta de “rendimento de 150%” nas aulas particulares que faz. Ela explicou à revista que será proprietária da casa em Strasshof, perto de Viena, onde ficou retida pelo seqüestrador Wolfgang Priklopil, e assegura que não a venderá para evitar que o imóvel seja dedicado para outros fins.


Natascha passou o aniversário de sua libertação, em agosto, junto com a mãe, as irmãs e as sobrinhas no santuário católico de Mariazell, nos Alpes austríacos. Hoje, ela leva uma vida recatada, porque se incomoda de ter muita gente ao redor e só sai de casa em raras ocasiões.


A ex-refém diz sentir compaixão pelos pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio deste ano em Portugal, e cujos próprios pais foram considerados suspeitos no caso. Ela lembra que ocorreu algo parecido com sua própria mãe, que chegou a ser acusada por seu desaparecimento.


A jovem se ofende quando as pessoas perguntam por que ela agüentou oito anos em um cativeiro e não fugiu antes. Ela conta que uma vez tentou se livrar de Priklopil quando estavam andando de carro, mas que ele a segurou com força pelo braço e a impediu.


Natascha Kampusch também pede mais respeito e que as pessoas parem de se aproximar dela de uma maneira superficial, fingindo interesse pessoal.

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