Trata-se dos três filhos de Fritzl que foram educados na casa da família sem saber que no porão da mesma viviam a mãe e outros três irmãos.
Todas as vítimas de Fritzl estão desde o final de abril em uma clínica especial em Amstetten, onde foram atendidas por uma equipe de especialistas para facilitar a reunificação familiar e a reinserção social das pessoas que viveram durante anos no porão.
Segundo o “Kurier”, o desejo dos três filhos de voltar à escola significa para os especialistas e as autoridades um grande desafio, já que teme-se que possam ser perseguidos pelos meios de comunicação.
Por isso, não foram revelados dados concretos sobre o retorno à escola dos três adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos.
“Esperamos que a imprensa não seja um problema”, disse um dos responsáveis do centro de ensino ao jornal.
O “Kurier” informa hoje que o mais velho dos três voltou em junho à escola e conseguiu terminar o ano letivo com excelentes notas.
Além disso, a acusação no caso sofreu um golpe, porque Elisabeth Fritzl se nega a ser examinada por um psiquiatra.
O objetivo do exame psiquiátrico era documentar as graves seqüelas psíquicas de seu encerramento no porão de casa.
No entanto, a Procuradoria de Baixa Áustria espera apresentar o processo contra Josef Fritzl, de 73 anos, nos próximos meses e realizar o julgamento antes do fim do ano.