Menu
Mundo

Aumento das execuções públicas no Irã

Arquivo Geral

28/04/2011 7h37

 

 

 

 A Anistia Internacional condenou nesta quinta-feira o “forte aumento” do número de execuções públicas no Irã, entre as quais as primeiras de delinquentes juvenis em 2011.

 

Desde o início deste ano foram executados em público 11 homens no Irã, frente às 14 execuções registradas oficialmente durante todo o ano de 2010, assinala a AI, que especifica que oito ocorreram desde 16 de abril.

 

Em 20 de abril, dois delinquentes juvenis, identificados apenas pelas iniciais A.N. e H.B., foram enforcados em público junto a um terceiro indivíduo na cidade de Bandar Abbas, condenados por um estupro e um assassinato cometidos quando ambos tinham 17 anos.

 

Um quarto homem também condenado por estupro foi executado na mesma data.

 

“O Irã voltou a se destacar por ser o único país a executar delinquentes juvenis este ano”, disse Hassiba Hadje Sahraoui, diretor-adjunto do programa da AI para o Norte da África e o Oriente Médio.

 

“Não só foram executados esses três jovens por delitos cometidos antes de completarem 18 anos, mas suas execuções ocorreram em público”, acrescentou.

 

Em 16 de abril, três homens foram enforcados em público na cidade de Shiraz por assassinato, roubo à mão armada e sequestro, enquanto um quarto indivíduo foi enforcado no mesmo dia em Kazerun, na província de Fars, por assassinato.

 

As execuções públicas no Irã são realizadas com guindastes que levantam o condenado, que leva uma corda em volta do pescoço, e todas são anunciadas com antecedência.

 

O Irã é um dos poucos países que seguem aplicando a pena de morte a menores de 18 anos – o que é proibido pelo direito internacional – e até onde se sabe foi o único a executar um delinquente juvenil em 2010.

 

Especialistas em direitos humanos da ONU sustentam que as execuções em público não servem a nenhum interesse legítimo e só aumentam a personalidade cruel, desumana e degradante do castigo.

 

Entre dezembro e janeiro, houve um forte aumento do número de execuções, privadas e públicas, e apenas no primeiro mês do ano foram executadas 86 pessoas, segundo a AI.

 

O ritmo de aplicações da pena de morte caiu consideravelmente em fevereiro, devido às condenações internacionais, mas voltou a crescer desde o final do Ano Novo Persa, no início de abril.

 

Segundo fontes oficiais, pelo menos 135 pessoas foram executadas no Irã neste ano, dez delas em público.

 

Outros relatórios falam de outras 40 execuções no país, três delas em público, no noroeste do Irã.

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou até o momento três resoluções nas quais exige uma moratória mundial das execuções.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado