Autoridades policiais paquistanesas informaram há pouco que 41 pessoas morreram em explosões que ocorreram hoje (3) pela manhã, num santuário no Centro do Paquistão. A polícia acredita que as explosões foram provocadas por dois homens-bomba.
As primeiras informações sobre os danos provocados pelas explosões, vinculadas por fonte oficial do governo paquistanês, apontavam para a morte de pelo menos seis pessoas e ferimentos em outras 30.
Iftikhar Saho, responsável do governo local no distrito de Dera Ghazi Khan, identificou dois homens-bomba suicidas como os autores das explosões. No momento da tragédia, estavam milhares de pessoas que participavam de um festival de três dias para comemorar o aniversário de um santo ali enterrado.
As linhas mais extremistas de islamistas acreditam que a visita a santuários é contra o espírito da religião. Num passado recente, integrantes dessa linha radical promoveram ataques a vários santuários, por meio de homens-bomba.
Milhares de fiéis estavam no recinto para homenagear o santo, no seio de uma tradicional festa anual de três dias de duração.
Segundo o policial consultado, um dos terroristas entrou na mesquita por uma porta dos fundos e que um terceiro, que pretendia detonar explosivos e, após desativar os artefatos que usava, foi levado a um lugar não especificado para interrogatório.
O bombeiro Mohammed Ahsan, citado pela emissora televisiva Geo, disse que foram 30 os fiéis mortos em decorrência do ataque e foram mais de 100 os feridos.
Várias equipes de resgate se deslocaram ao local e cerca de 60 feridos foram levados ao hospital, onde vários deles se encontram em estado crítico, segundo a mesma fonte.
Os trabalhos de resgate se viram dificultados pela falta de ambulâncias disponíveis e a estreiteza das ruas da área, onde se encontra a mesquita, junto à qual os fiéis protestaram após as explosões.
O atentado foi condenado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani, que, em comunicado, o qualificou de “covarde”, determinou a abertura de uma investigação e prometeu eliminar a “ameaça” do terrorismo “imediatamente”.
As organizações fundamentalistas sunitas e o movimento talibã paquistanês atentaram várias vezes contra congregações sufis, que buscam uma interpretação mística do Islã afastada do rigor muçulmano.
Um dos atentados mais sangrentos contra o sufismo, que também aglutina muitos fiéis xiitas, foi o cometido contra o belo e popular santuário de Data Darbar, na cidade de Lahore – capital de Punjab -, que deixou cerca de 50 mortos em julho de 2010.