Pelo menos cinco pessoas morreram neste domingo em um ataque suicida contra um templo da Igreja de Cristo, na cidade de Jos, no centro da Nigéria, onde se realizava um serviço religioso.
As vítimas foram três mulheres e dois supostos terroristas. O atentado foi cometido com um carro-bomba em Jos, capital do estado de Plateau, informou à agência de notícias local “NAN” o médico Samuel Ibrahim, do Hospital de Especialidades de Plateau.
O médico informou também que 25 pessoas foram internadas no hospital onde ele trabalha, principalmente por queimaduras.
O número de vítimas pode aumentar, já que ainda se desconhecem as internações em outros hospitais da cidade.
Um morador dessa localidade contatado pela Agência Efe, explicou que dois terroristas suicidas detonaram o carro-bomba no qual estavam, após entrar na igreja, causando vários mortos e feridos.
“Um dos terroristas suicidas morreu no ato, e o outro foi linchado até morrer pelos membros da congregação”, assegurou o vizinho de Jos.
A agência de notícias “NAN” indicou que os serviços de emergência e da Cruz Vermelha começaram a retirar os mortos e feridos, enquanto a polícia isolou a área.
Nenhum grupo assumiu até o momento o atentado, embora o ataque tenha a marca da seita islamita Boko Haram, que intensificou suas ações após a detenção de um bom número de seus membros nas últimas semanas.
A comunidade cristã de Jos, capital do estado de Platau, no centro da Nigéria, foi atacada pelos islamitas várias vezes; entre elas, na noite de Natal de 2011.
O atentado ocorre apenas dois dias depois de radicais islâmicos terem atacado uma prisão, um mercado e uma delegacia da cidade de Gombe, capital do estado de mesmo nome, causando pelo menos 12 mortes.
O grupo radical Boko Haram, cujo nome significa em língua local “a educação não islâmica é pecado”, diz lutar para instaurar a lei islâmica (Sharia) no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, enquanto o sul do país é predominantemente cristão.
Com mais de 150 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, país mais populoso da África, sofre diversas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.