Três dos principais e mais movimentados núcleos comerciais e de lazer de Nova Délhi foram alvos hoje de um atentado múltiplo que matou pelo menos 20 pessoas e deixou dezenas de feridos, viagra approved segundo fontes dos serviços de emergência.
O porta-voz policial Rajan Bhagat declarou à Agência Efe que foram registradas cinco explosões, nas quais pelo menos 15 pessoas morreram e 55 ficaram feridas, mas fontes hospitalares citadas pela agência “Ians” elevaram o número de mortos para 20.
As explosões começaram às 18h15 hora local (9h45 em Brasília) e aconteceram em um intervalo de 30 a 40 minutos, um tipo de atentado que já sofreram este ano outras grandes cidades indianas como a turística Jaipur, Bangalore e Hyderabad.
A primeira explosão ocorreu no mercado Ghaffar, especializado em telefones celulares, no bairro de Karol Bagh, no norte de Nova Délhi, onde 13 pessoas morreram e 40 ficaram feridas, segundo a “Ians”.
Os primeiros resultados da investigação indicam que a bomba estava colocada debaixo de um riquixá, o popular triciclo motorizado indiano, que foi pelos ares e se enganchou em fios de alta tensão, o que tornou a explosão mais mortífera.
“O riquixá voou pelos ares com a força da explosão e vi corpos voando em todas as direções”, descreveu Roshan Lal, uma testemunha no mercado Ghaffar, à “Ians”.
As explosões seguintes foram registradas na região de Connaught Place, no centro de Nova Délhi, e construída na época do Império Britânico.
As bombas, aparentemente colocadas em lixeiras, explodiram em Central Park, núcleo do distrito de Connaught Place e na entrada de uma estação de metrô na rua Barakhamba.
As últimas explosões ocorreram em outro mercado do bairro popular de Greater Kailash I, no sul da capital indiana, sem deixar mortos.
“Estava fazendo compras com meu marido quando ouvimos a explosão e vimos uma luz muito forte. No início, pensamos que se tratava de um bujão de gás, mas, depois, quando as pessoas se deram conta de que era uma bomba, o pânico se espalhou” no mercado, descreveu Meena Rastogi.
Os feridos foram transferidos para vários hospitais de Nova Délhi enquanto a Polícia evacuava as zonas atacadas.
“Como todas as bombas estavam em mercados movimentados, pedimos às pessoas que os evacuem e fiquem em casa como medida de precaução”, disse à “PTI” o policial E. S. Dadwal.
A notícia do atentado transformou Nova Délhi em uma cidade deserta, com lojas, restaurantes e boates fechados ao público.
Um vendedor de tapetes, Umar, descreveu também ruas vazias e portas fechadas no pub ao qual vai todos os sábados.
Segundo Bhagat, a Polícia encontrou três bombas que não explodiram, duas em Connaught Place e uma nas proximidades da Porta da Índia, um dos monumentos de Nova Délhi mais emblemáticos situado no centro, onde está a maioria das principais instituições oficiais.
Baghat acrescentou que a Polícia está interrogando “várias pessoas” e tem “provas vitais” para esclarecer o atentado.
O grupo Indian Mujahedin, uma suposta nova denominação do ilegal Movimento Estudantil Islâmico da Índia (Simi, em inglês), reivindicou a autoria do atentado em um e-mail à imprensa, como fez nos últimos ataques registrados este ano em várias cidades indianas que a Polícia não conseguiu esclarecer.
Tanto o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, quanto a presidente do Partido do Congresso, Sonia Gandhi, a presidente indiana, Pratibha Patil, e a prefeita de Nova Délhi, Aarti Mehra, condenaram o atentado e pediram calma aos cidadãos.
Os terroristas “não podem matar o espírito da cidadania”, disse Mehra, entrevistada pela rede de televisão “NDTV”.
Gandhi visitou os feridos em hospitais, enquanto o Governo central e o de Nova Délhi anunciaram compensações para as vítimas.
Nova Délhi sofreu vários atentados nos últimos anos, o mais violentos em 29 de outubro de 2005, quando 50 pessoas morreram na explosão de três bombas em três mercados populares de Nova Délhi.
Após o atentado de hoje, o Ministério do Interior pediu a todos os estados indianos que aumentem as medidas de segurança e às três regiões em torno de Nova Délhi que elevem seu nível de alerta.