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Atentado deixa 25 mortos no Sri Lanka no dia em que acordo de paz expirou

Arquivo Geral

16/01/2008 0h00

Pelo menos 25 civis morreram em um atentado contra um ônibus no sudeste do Sri Lanka nesta quarta-feira, information pills quando expira o acordo de cessar-fogo entre a guerrilha tâmil e o Governo sem que a mediação internacional tenha conseguido salvar o processo de paz, adiposity aberto em 2002.

Uma fonte do Ministério da Defesa disse à Agência Efe que a explosão de uma bomba em um ônibus de passageiros próximo ao município de Niyadalla, no distrito de Monaragala, deixou 25 mortos e 64 feridos.

Os explosivos estavam no interior do ônibus, informou o Governo em comunicado.

Uma fonte policial citada pelo site “Tamilnet”, simpatizante da guerrilha, afirmou que depois da explosão os terroristas iniciaram um tiroteio, o que não foi confirmado pela fonte do Ministério da Defesa.

O Governo cingalês atribuiu o ataque à guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), que por enquanto não reivindicou a autoria, apesar de os rebeldes tâmeis costumarem recorrer aos atentados contra ônibus de civis para chamar a atenção para suas reivindicações.

De acordo com o site “Tamilnet”, o ataque acontece no momento em que altos comandantes militares cingaleses tentam convencer as autoridades do sul do país a fecharem todos os colégios antes de lançar uma ofensiva “de grande escala” na região.

Três soldados do Exército do Sri Lanka também ficaram feridos hoje, quando uma bomba explodiu no momento da passagem do caminhão em que estavam no município de Buttala, no mesmo distrito.

Na região de Dambeyaya, também pertencente ao distrito de Monaragala, dois granjeiros morreram e outros quatro ficaram feridos em um terceiro ataque, supostamente lançado pelos guerrilheiros tâmeis, segundo um comunicado do Governo.

Os atentados foram realizados no mesmo dia em que o Ministério da Defesa informou sobre a morte de 13 rebeldes tâmeis em combates travados nas últimas 24 horas em diferentes pontos do norte da ilha.

Os episódios de violência aconteceram no dia em que expirou formalmente o acordo de cessar-fogo alcançado em fevereiro de 2002 entre o Governo e os tâmeis.

No dia 2 de janeiro, o Governo rompeu unilateralmente o acordo, embora ele só tenha existido no papel, pois os combates foram constantes desde a suspensão das negociações de paz, em outubro de 2006.

Após a ruptura do diálogo, o Exército empreendeu uma ofensiva que encurralou os LTTE em zonas do norte do país.

Já a guerrilha intensificou os atentados terroristas e lançou ações de grandes proporções, mas isoladas, como ataques aéreos contra bases do Exército e sobre a capital, Colombo.

O aumento das hostilidades ocasionou o deslocamento interno de cerca de 200 mil pessoas, segundo as Nações Unidas.

Os esforços dos mediadores internacionais para salvar o processo de paz foram em vão. O último país a fazer uma tentativa foi o Japão, que enviou o representante da ONU Yasushi Akashi nos últimos três dias.

A comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, alertou ontem que um aumento das hostilidades seria devastador para os cingaleses e pediu que o Governo e a guerrilha respeitem seus compromissos internacionais.

Nenhum dos esforços está surtindo efeito e o Governo acredita ser capaz de eliminar os “terroristas” dos LTTE.

O presidente, Mahinda Rajapakse, condenou hoje o atentado em Monaragala. Ele qualificou a ação de selvageria, que “deveria despertar o desprezo de todos dentro e fora do Sri Lanka”.

Os LTTE lutam desde os anos 80 por um Estado independente no norte e no leste do Sri Lanka, onde a etnia tâmil é majoritária, em detrimento da cingalesa, que domina o restante do país.

Em três décadas de guerra, entre 65 mil e 80 mil pessoas morreram.

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