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Mundo

Atentado contra soldados mata 15 pessoas na Somália

Arquivo Geral

24/01/2009 0h00


Um atentado suicida contra soldados da União Africana (UA) posicionados em Mogadíscio, purchase a capital da Somália, matou hoje 15 pessoas, confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.

Dos mortos, 14 eram passageiros de um ônibus municipal. A outra vítima fatal era um agente da Polícia, informou o prefeito da cidade, Mohammed Osman Ali.

Um das testemunhas, Hassan Suber Hagi, disse ter ouvido “uma forte explosão” e, em seguida, “grandes nuvens de fumaça”. “Poucos minutos depois, rios de sangue corriam da área na qual aconteceu o ataque”, contou.

Segundo Suber Hagi, “os soldados da União Africana responderam (ao ataque) com vários disparos, mas não mataram ninguém”.

O chefe das Forças de Segurança de Mogadíscio, Abdulfatah Ibrahim Shawey, declarou à imprenssa que a Polícia descobriu que o autor do atentado suicida era um cidadão estrangeiro.

“Encontramos a mão do homem-bomba e sabemos que ele não é somali porque sua pele era branca. Mas não conseguimos confirmar sua nacionalidade”, informou Shawey.

Por sua vez, o porta-voz das forças da UA posicionadas na região, o capitão Barigye Ba-Hoku, afirmou que a explosão não matou nenhum soldado.

Segundo Ba-Hoku, “o carro explodiu antes de chegar à base da UA, e portanto nenhum dos soldados ficou ferido”.

Fontes hospitalares confirmaram à Efe que a explosão e o posterior tiroteio mataram 15 pessoas e feriram outras 30, que estão sendo atendidas no hospital de Madina.

O ataque é o primeiro registrado desde a retirada das forças etíopes há duas semanas, mas nenhum grupo reivindicou-o até o momento.

O prefeito Osman Ali, popularmente conhecido como Dhagatur, pediu hoje a ajuda da comunidade internacional para solucionar o conflito que a Somália vive desde que o país ficou sem um um Governo efetivo em 1991, quando o ditador Siad Barre foi derrubado.

“O povo está cansado dos massacres que ocorrem em nosso país, e o resto do mundo não deve ficar olhando”, disse Dhagatur à Efe em declarações telefônicas. “Ou o resto do mundo nos ajuda ou a situação acabará com a população da Somália”, disse.


 

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