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Ataques no sul da Ucrânia deixam 18 mortos

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, comparou a nova situação diplomática a um retorno à Guerra Fria

Ao menos 18 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em dois ataques russos nesta sexta-feira na região ucraniana de Odessa, um dia depois da retirada das tropas da Rússia de uma ilha estratégica, um revés para o Kremlin.

Os ataques aconteceram depois que os líderes dos países da Otan encerraram a reunião de cúpula em Madri com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de uma ajuda de 800 milhões de dólares em novas armas para a Ucrânia.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, comparou a nova situação diplomática a um retorno à Guerra Fria.

Uma possível abertura surgiu com a visita a Moscou do presidente da Indonésia, Joko Widodo, na quinta-feira, depois de uma viagem a Kiev. Ele afirmou que entregou ao presidente russo, Vladimir Putin, uma mensagem de seu colega ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Nenhuma parte revelou o conteúdo da mensagem.

Poucas horas depois do fim da reunião da Otan, um míssil atingiu um prédio de apartamentos na região de Odessa, no sul da Ucrânia. Outro ataque atingiu um centro de recreação.

Os ataques deixaram um balanço de 18 mortos, incluindo duas crianças, e 30 feridos.

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“Aconteceu o pior cenário possível e dois aviões estratégicos chegaram à região de Odessa”, disse o porta-voz da administração regional de Odessa, Sergei Bratchuk.

Ele afirmou que os aviões dispararam mísseis “muito pesados e muito potentes”. “Um míssil atingiu um prédio residencial de nove andares e outro míssil atingiu um centro de recreação”, acrescentou.

“Em um prédio de apartamentos, todos os nove andares de um setor foram completamente destruídos. As equipes de resgate forneceram assistência médica a sete feridos, incluindo três crianças”, disse Bratchuk.

Os ataques aconteram um dia após a retirada das forças russas da Ilha das Serpentes, perto da costa de Odessa.

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A ilha virou um símbolo da resistência ucraniana nos primeiros dias da guerra.

A ilha é considerada um ponto estratégico devido à sua localização contígua às rotas marítimas próximas do porto de Odessa. A Rússia tentou instalar baterias de mísseis e defesa aérea no local quando suas forças foram atacadas por drones.

A decisão de deixar a Ilha das Serpentes “muda consideravelmente a situação no Mar Negro”, declarou Zelensky na quinta-feira.

“Ainda não garante segurança, não garante que o inimigo não retornará, mas limita consideravelmente as ações dos ocupantes”, acrescentou.

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© Agence France-Presse








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