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Mundo

Ataque suicida cometido por mulher deixa 16 mortos e 31 feridos no Paquistão

Arquivo Geral

01/10/2007 0h00

Pelo menos 16 pessoas, click entre elas vários civis, morreram e outras 31 ficaram feridas no primeiro atentado suicida cometido por uma mulher no Paquistão, ocorrido hoje na localidade de Bannu, na província de Fronteira Noroeste, informou uma fonte policial.

O ataque ocorreu quando a suicida, que estava em um riquixá vestida com uma burka, detonou seus explosivos na altura de um ponto de ônibus de Bannu, segundo a televisão privada paquistanesa “Geo TV”.

A explosão matou 16 pessoas, entre elas vários civis, seis agentes.

Testemunhas citadas pela “Geo TV” disseram que entre os mortos há vários estudantes e três professores que estavam no ponto de ônibus no momento do atentado.

A suicida também morreu no ataque, acrescentou o canal.

Os gravemente feridos foram levados para hospitais de Peshawar, capital da província de Fronteira Noroeste, enquanto os outros foram internados no hospital do distrito de Bannu.

O Ministério do Interior paquistanês já tinha sido advertido pelos serviços de inteligência sobre a possibilidade de que ex-alunas da Jamia Hafsa, “madraçal” (escola corânica) vizinha à Mesquita Vermelha de Islamabad, realizassem atentados terroristas em território paquistanês.

Segundo o relatório, o número potencial de mulheres suicidas supera o de homens, e a maior parte dos recentes atentados contra as forças de segurança estão ligados à Mesquita Vermelha.

Nos últimos meses, se intensificou a violência nas regiões do Waziristão e da província de Fronteira Noroeste, especialmente depois do cerco do Exército, em meados de julho, à Mesquita Vermelha de Islamabad, centro de reunião de militantes radicais.

A cidade de Bannu, situada na beira da região tribal de Waziristão do Norte, é reduto dos radicais islâmicos associados à Al Qaeda e onde operam combatentes pró-talibãs.

Hoje, a porta-voz paquistanesa de Exteriores, Tasnim Aslam, disse em entrevista coletiva ter encontrado uma “implicação” da Índia nas “áreas tribais”, em relação às atividades dos radicais islâmicos no cinturão tribal paquistanês.

Aslam advertiu que, se a Índia não acabar com esta suposta intromissão, poderia colocar em risco o processo de diálogo entre Islamabad e Nova Délhi, que em 22 de outubro devem realizar uma reunião antiterrorista que acontece a cada três meses.

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