Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quarta-feira em um ataque com mísseis de um avião espião americano no reduto talibã paquistanês do Waziristão do Norte, informou o canal televisivo “Ary”.
O avião não-tripulado disparou dois mísseis que destruíram um veículo e um refúgio insurgente próximo a Miran Shah, cabeceira do Waziristão do Norte, que limita com o Afeganistão.
Segundo a cadeia, que não especificou suas fontes, entre os mortos há sete membros da rede Haqqani, com base nesta região e que é acusada pelos Estados Unidos de lançar ataques contra as tropas estrangeiras desdobradas no Afeganistão.
Com o início da retirada militar afegã já em andamento, os EUA seguem pressionando o Paquistão para que desative organizações talibãs como a rede Haqqani, que dificultam os progressos aliados em território afegão.
Os ataques de aviões espiões dos EUA nas áreas tribais paquistanesas contíguas com o Afeganistão, um reduto da insurgência talibã e de redes jihadistas, são um dos motivos da tensão entre Washington e Islamabad.
Desde que Barack Obama chegou à Presidência dos EUA, este tipo de ataques aumentou, até chegar ao recorde de 118 no ano passado, período durante o qual as duas nações mantiveram uma colaboração mais estreita que na atualidade.
A relação entre EUA e Paquistão se deteriorou sobretudo após 2 de maio, quando uma operação unilateral americana matou Osama bin Laden em território paquistanês.