Pelo menos sete pessoas morreram nesta sexta-feira em um ataque com mísseis de um avião não-tripulado americano na região tribal paquistanês do Waziristão do Norte, informaram canais televisivos locais.
O fato aconteceu na região de Spinwam, situado na conflituosa região de fronteira com o Afeganistão, de acordo com a rede “Geo TV”.
Na demarcação do Waziristão do Norte, montanhosa e de difícil acesso, estariam escondidas redes jihadistas, facções dos talibãs paquistaneses e afegãos e membros da Al Qaeda.
O ataque ocorreu dois dias depois da visita ao Paquistão do chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Mike Mullen, que denunciou publicamente os supostos laços que existem entre o serviço secreto paquistanês e os insurgentes da rede Haqqani.
O Waziristão do Norte, uma das regiões de maior atividade dos insurgentes paquistaneses, foi palco de frequentes ataques de aviões espiões americanos, uma das principais táticas de Washington na luta contra o terrorismo na região.
Fontes de segurança e inteligência tanto ocidentais quanto paquistaneses consultadas pela Agência Efe afirmaram que os ataques são necessários e não costumam deixar vítimas civis.
Os serviços secretos dos EUA e do Paquistão mantiveram uma queda de braço nos últimos meses pelo caso do colaborador da CIA Raymond Davis, detido no Paquistão por matar dois motoristas e liberado após pagar uma indenização às famílias das vítimas.