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Astronautas instalam ímã detector de matéria cósmica invisível

Arquivo Geral

19/05/2011 15h48

Os astronautas da nave americana Endeavour instalaram nesta quinta-feira na superfície da Estação Espacial Internacional (ISS) um gigantesco ímã detector de antimatéria e matéria escura cósmica invisível ao olho humano.

“O Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, na sigla em inglês) já começou a obter informações”, informou a Nasa em comunicado, conforme as agências russas.

O espectrômetro, que pesa sete toneladas e tem 650 microprocessadores, é fruto de um projeto internacional dirigido pelo cientista Samuel Ting, prêmio Nobel de Física em 1976.

Este sofisticado ímã detector de partículas, que será parte da plataforma orbital pelos próximos dez anos, deveria medir as propriedades da radiação cósmica e contribuir para conhecer melhor como foi formado o universo.

Um dos desafios do AMS é determinar se no cosmos existem restos da antimatéria primária que, de acordo com a teoria do Big Bang, deveria fazer parte da origem do Universo.

Atualmente, apenas é possível explicar 5% da matéria-energia do Universo, enquanto que aproximadamente 20% correspondem a um misterioso tipo de matéria que não emite nem absorve radiação eletromagnética, e por isso é chamado de matéria escura.

E os 75% restantes, chamado de energia escura, seria uma forma de energia da natureza ainda mais misteriosa, uma força repulsiva responsável pela expansão acelerada do Universo.

O espectrômetro deverá fornecer informações valiosas sobre doses de radiação às quais estariam expostas as tripulações de futuras viagens interplanetárias.

O AMS custou US$ 2 bilhões e foi desenhado para captar partículas procedentes do espaço que não podem ser estudadas a partir da superfície terrestre porque são absorvidas pela atmosfera.

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