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Assessor de Insulza diz <i>já há agenda para o diálogo</i> sobre crise hondurenha

Arquivo Geral

07/10/2009 0h00

O assessor do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), John Biehl, disse hoje que “já há agenda para o diálogo” sobre a crise política em Honduras e que as partes avançam na definição de seus representantes.

“Tudo vai caminhando bem, estão sendo definidos nomes autorizados por ambas as partes para uma mesa de diálogo”, ressaltou Biehl à Agência Efe.

O assessor acrescentou, sem dar detalhes, que “as duas partes continuam desejosas de que o diálogo comece” e que “todos estão muito contentes, ainda diante de circunstâncias complicadas para ambos os lados”.

O diplomata se esquivou de falar sobre a agenda do diálogo, sobre o qual também não deu uma data de início, após um dia de reuniões técnicas de uma missão da OEA que chegou na sexta-feira passada a Tegucigalpa.

Uma fonte da Chancelaria hondurenha, por sua parte, disse à Efe que a reunião “entre as partes” começa amanhã às 9h locais (12h de Brasília) em um hotel da capital do país.

A mesma fonte acrescentou que a representação do Governo de fato presidido por Roberto Micheletti será liderada por seu chanceler, Carlos López, que “não há uma agenda oficial” para a imprensa e que detalhes serão divulgados amanhã.

A fonte disse também desconhecer quem presidirá a representação de Zelaya, que está refugiado na Embaixada do Brasil em Honduras desde 21 de setembro, quando chegou de surpresa a Tegucigalpa.

Zelaya disse hoje à Efe que designou três de seus mais próximos colaboradores, o ministro de Governo, Víctor Meza; o presidente da Comissão Nacional de Bancos e Seguros, Milton Jiménez; e a vice-chanceler, Patricia Licona.

Segundo Zelaya, a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, que exige sua restituição no poder, será representada pelos candidatos presidenciais Carlos Reyes, independente; César Ham, do Partido Unificação Democrática, de esquerda; e pelos dirigentes populares Rafael Alegria, Juan Barahona e Israel Salinas.

Alegria disse à Efe que “se trata de uma boa vontade do presidente, ao dizer nomes”, mas que a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado “está analisando a situação”.

O dirigente popular acrescentou que não tem informação sobre agenda, nem sobre convocação a alguma reunião, mas que “a resistência popular está em sessão permanente”.

A delegação de chanceleres e representantes de onze países do continente americano e da Espanha serão, segundo disse Micheletti na segunda-feira, “testemunhas de honra” no diálogo sobre a crise provocada pelo golpe de Estado contra Zelaya em 28 de junho.

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