Menu
Mundo

Assembleia da ONU encerra debates sobre desenvolvimento e paz no O. Médio

Arquivo Geral

29/09/2010 19h38

Os países da Organização das Nações Unidas (ONU) encerraram hoje seis dias de intensos debates na Assembleia Geral do organismo, onde discutiram as políticas de desenvolvimento, o processo de paz no Oriente Médio e as polêmicas envolvendo o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Os líderes mundiais que participaram do fórum global também abordaram a reforma das instituições multilaterais e ratificaram seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015.

O presidente da Assembleia Geral, o suíço Joseph Deiss, fez uma avaliação positiva destes dias de discussões e destacou que foram marcados por “uma atmosfera construtiva e positiva para enfrentar os assuntos globais, assim como o processo de paz entre israelenses e palestinos”, explicou hoje em entrevista coletiva seu porta-voz, Jean Victor Nkolo.

Ele destacou o agradecimento de Deiss pela “determinação demonstrada pelos Estados-membros, assim como por seus compromissos e ações, para alcançar os ODM em 2015”.

Cerca de 140 chefes de Estado e Governo assistiram à cúpula dos ODM que foi realizada na segunda-feira, três dias antes da abertura do debate da Assembleia Geral.

O encontro serviu para confirmar o compromisso internacional com os ODM, embora não tenha tratado das dúvidas sobre a capacidade dos países em desenvolvimento para alcançá-los e das economias ricas para fornecer financiamento.

O reatamento no início do mês das negociações diretas entre israelenses e palestinos mereceu boa parte das atenções dos líderes mundiais que participaram do fórum durante estes seis dias.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, aproveitou sua presença para “pressioná-los nas áreas que fossem necessárias, e pedir flexibilidade em outras, dado o momento crítico no qual nos encontramos”, explicou hoje o assessor do secretário-geral do organismo, Nicholas Haysom.

Em um encontro com a imprensa, o assessor de Ban também destacou que a maioria das delegações que discursaram na Assembleia manifestou apoio às negociações mediadas pelos Estados Unidos.

Já o presidente iraniano protagonizou o discurso mais polêmico do encontro, ao sugerir que os ataques de 11 de setembro de 2001 trataram-se de uma conspiração americana com Israel, o que fez com que diversas delegações, incluídas as dos EUA e a União Europeia, se retirassem.

Vários países latino-americanos aproveitaram os debates na Assembleia Geral para reivindicar mudanças na atual estrutura da ONU.

O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, destacou que as grandes potências ainda são reticentes a compartilhar o poder “quando se trata de guerra e paz” e defendeu reformas nas instituições mundiais, afirmando que “o mundo mudou”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado