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Mundo

Assange pedirá para ficar no R.Unido na audiência de extradição

Arquivo Geral

11/01/2011 10h08

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, pedirá para permanecer no Reino Unido durante a audiência de sua extradição para Suécia que será realizada em 7 de fevereiro, informou nesta terça-feira o defensor do jornalista.

Detido em Londres desde 7 de dezembro acatando uma ordem de detenção da Suécia, Assange compareceu nesta terça diante do tribunal de Woolwich, sudeste de Londres, para confirmar seu nome, idade e domicílio.

A audiência desta terça-feira, que durou apenas dez minutos, era preparatória a de extradição que começará neste mesmo tribunal no próximo mês.

As autoridades suecas solicitam a extradição de Assange por supostos delitos de agressão sexual.

 

O juiz Nicholas Evans, a cargo da audiência desta terça, modificou ligeiramente as condições de liberdade condicional de Assange, por isso que ele poderá permanecer no Frontline Club, em Paddington (Londres), nos dias 6 e 7 de fevereiro, para facilitar a chegada do jornalista ao tribunal de Woolwich.

Assange está em liberdade condicional na casa de um amigo em Suffolk, leste da Inglaterra, a partir de onde teria dificuldade para chegar a tempo na audiência judicial.

A representante legal das autoridades suecas não se opôs à data estabelecida para fevereiro.

Enquanto isso, a equipe legal de Assange informou que os detalhes com os argumentos da defesa do diretor de WikiLeaks serão divulgados à imprensa em 7 de fevereiro.

Ao fim da audiência em breves declarações, Assange manifestou estar satisfeito com a audiência desta terça-feira e disse que vai entregar à imprensa um resumo dos argumentos que serão apresentados no próximo mês que considera os mais “importantes”.

Acrescentou que o trabalho do WikiLeaks continuará e que os jornais associados à portal no mundo todo publicarão em breve mais cabos confidenciais.

O fundador do WikiLeaks foi colocado em liberdade condicional pagando fiança em dezembro depois que personalidades famosas apresentassem o dinheiro – 240 mil libras (276 mil euros) – exigido pela Justiça britânica para que Assange fosse libertado após passar nove dias na prisão de Wandsworth (sul de Londres).

Como parte das condições de liberdade condicional impostas pela Justiça, Assange teve de permanecer na mansão de seu amigo Vaughan Smith no condado de Suffolk.

Assange, cujo portal revelou milhares de documentos confidenciais do Governo dos Estados Unidos, negou as acusações das autoridades suecas, que querem interrogá-lo por supostos delitos sexuais cometidos em agosto na Suécia.

O fundador do WikiLeaks, cujo caso despertou uma enorme atenção midiática, recebeu o apoio de nomes conhecidos como o cineasta britânico Ken Loach; o veterano jornalista australiano John Pilber, defensor dos direitos humanos, ou a milionária Jamima Khan, irmã do deputado conservador Zac Goldsmith, envolvida em defender casos sociais.

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