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Mundo

Assange ficará em prisão preventiva até 14 de dezembro

Arquivo Geral

07/12/2010 17h33

 

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, permanecerá em prisão preventiva até 14 de dezembro, data em que está prevista a próxima audiência do processo para sua extradição à Suécia, determinou nesta segunda-feira um tribunal de Londres.

O juiz Howard Riddle, da Corte de Magistrados de Westminster, rejeitou o pedido de liberdade com pagamento de fiança, alegando risco de descumprimento por parte do diretor do site, processado pela Justiça sueca por supostos crimes sexuais.

O cineasta britânico Ken Loach, o conhecido jornalista australiano John Pilger, defensor dos Direitos Humanos, e a milionária Jemima Khan, irmã do deputado Zac Goldsmith, se ofereceram para pagar a fiança de Assange.

Vários jornalistas, câmeras de televisão, fotógrafos e um grupo de simpatizantes se congregaram nesta terça-feira na porta do tribunal.

O WikiLeaks, fundado por Assange, divulgou nos últimos dias o conteúdo de milhares de documentos diplomáticos dos EUA que continham informação confidencial sobre líderes e Governos de diferentes países.

Em seu comparecimento perante o tribunal, Assange, de 39 anos, disse que lutará contra sua extradição para a Suécia.

A detenção do diretor do WikiLeaks aconteceu depois que o Reino Unido recebeu uma ordem europeia de prisão emitida pela Promotoria da Suécia, que quer interrogar Assange em relação a supostos crimes de agressão sexual.

O fundador do WikiLeaks foi preso na manhã desta terça-feira pela unidade de extradição da Scotland Yard após comparecer de forma voluntária a uma delegacia de Londres.

Segundo um porta-voz da Polícia Metropolitana, Assange “é acusado pelas autoridades suecas de coerção, abuso sexual e estupro, todos supostamente cometidos em agosto de 2010”.

De origem australiana, Assange negou os crimes de agressão sexual e seu advogado, o britânico Mark Stephens, relacionou o caso com uma “manobra política”.

Stephens já havia indicado que seu cliente lutará contra uma possível extradição, já que teme que de lá possa ser entregue aos Estados Unidos, onde alguns políticos chegaram a pedir sua execução.

 

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