A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, criticou o Irã por não ter dado um “julgamento justo” à cidadã holandesa de origem iraniana Sarah Bahrami, executada em Teerã no último dia 29.
Ashton denunciou através de um comunicado que, durante o processo judicial no qual a mulher era acusada de tráfico de drogas, o “Irã não assegurou um julgamento justo e transparente” e “negou o acesso de Bahrami à assistência consular” de seu país de residência.
A alta representante da UE, que condenou a execução da cidadã holandesa 48 horas após conhecer os fatos, mostrou sua preocupação com “o crescente número de execuções” no Irã.
Por isso, Ashton pediu a Teerã que suspenda todas as execuções pendentes imediatamente, e declare uma moratória do uso da pena de morte.
Após tomar conhecimento da notícia da execução de Bahrami, a Holanda congelou no último sábado os contatos diplomáticos com o governo iraniano.