Os fundos arrecadados pelo Jogo contra a Pobreza que será celebrado no próximo dia 25 em Lisboa serão destinados a apoiar os trabalhos de socorro no Haiti, anunciou hoje o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Fundação Benfica.
Paralelamente, a transmissão da partida será acompanhada por uma ampla campanha de promoção destinada a encorajar os espectadores a fazer contribuições pessoais para o país caribenho devastado pelo terremoto do último dia 12.
“Trata-se de uma emergência humanitária que requer uma coordenação internacional dos trabalhos de socorro”, declarou Helen Clark, administradora do Pnud.
“O Haiti vai precisar de muito apoio para se recuperar deste terrível desastre”, acrescentou.
O presidente da Fundação Benfica, Luís Filipe Vieira, disse, por sua vez, que “o desastre do Haiti nos entristeceu profundamente. Gostaríamos de lhes mostrar todo nosso apoio dedicando o jogo à ajuda das vítimas”.
Ronaldo e Zinedine Zidane, embaixadores da Boa Vontade do Pnud, também se disseram a favor de ajudar o povo haitiano.
“Doar os fundos do jogo tem um significado mais profundo para nossa causa contra a pobreza”, assinalou Zidane, que participará do jogo em Lisboa.
“Queremos ajudar as vítimas do terremoto da melhor maneira que pudermos”, acrescentou Ronaldo. “Esperamos que, com a partida, sejamos capazes tanto de criar consciência como de arrecadar fundos para o Haiti. Mas estamos conscientes de que essa será somente uma pequena contribuição para uma enorme necessidade”.
Ronaldo começará a temporada de futebol pelo Corinthians no dia 24 e não poderá participar do Jogo contra a Pobreza. Por isso convidou seu compatriota e amigo Kaká para que o represente na partida.
Kaká, que também é embaixador das Nações Unidas para o Programa Mundial de Alimentos (PAM) aceitou o convite e jogará na equipe de Ronaldo, Zidane e amigos que enfrentará o Benfica All Stars.
“Tenho a honra de representar Ronaldo e estou ansioso em jogar neste jogo tão importante, dedicado aos trabalhos de socorro no Haiti”, declarou Kaká.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.
Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e o brasileiro Luiz Carlos da Costa, segunda autoridade civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.