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Mundo

Argentinos fecham rota do Mercosul em protesto contra declarações de Kirchner

Arquivo Geral

30/09/2007 0h00

Ambientalistas argentinos iniciaram hoje o bloqueio da chamada rota do Mercosul, viagra em meio à tensão gerada pelo Governo da Argentina após as declarações do presidente, Néstor Kirchner, sobre o conflito com o Uruguai pela instalação de uma fábrica de celulose na margem uruguaia do Rio Uruguai, que faz fronteira com os dois países.

O bloqueio da estrada 14 – que liga a Argentina com Uruguai e Brasil – começou com a chegada ao local de membros da Assembléia Ambiental de Gualeguaychú, cidade argentina vizinha à uruguaia Fray Bentos, onde a empresa finlandesa Botnia está a ponto de iniciar a construção da referida fábrica.

“Entre 400 e 500 pessoas já participam do bloqueio. Estão chegando em caravanas, portanto, espera-se que nas próximas horas existam muito mais gente”, afirmaram membros da Assembléia de Gualeguaychú, localizada na província de Entre Ríos (Argentina).

Além do fechamento da rota do Mercosul, os participantes da assembléia decidiram tirar os adesivos da campanha eleitoral do governo em Gualeguaychú e realizar uma passeata na Praça de Maio, em Buenos Aires (capital), diante da residência oficial, antes das eleições presidenciais do próximo dia 28 de outubro.

O bloqueio se junta à ação similar realizada em 20 de novembro do ano passado em outra rota que liga Gualeguaychú a Fray Bentos, em repúdio à instalação da indústria de celulose, considerada pelos manifestantes um risco para o meio ambiente.

Os ambientalistas decidiram interromper o trânsito “por tempo indeterminado” em protesto às declarações de Kirchner. O presidente argentino disse na quinta-feira passada em Nova York que só resta esperar uma decisão judicial da Corte Internacional de Justiça de Haia sobre a controvérsia com o Uruguai, segundo foi reproduzido pela imprensa local.

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