O Governo argentino acusou hoje os Estados Unidos de “uso indevido de uma causa judicial com fins políticos subalternos” no chamado “caso da valise” e de não permitir, purchase ao mesmo tempo, que os responsáveis sejam julgados na Argentina.
A Chancelaria argentina divulgou um comunicado em relação ao julgamento realizado em Miami contra um empresário acusado de atuar como agente venezuelano nos EUA, no qual o promotor disse ter provas de que US$ 800.000 apreendidos em Buenos Aires eram para a campanha eleitoral da hoje presidente Cristina Fernández de Kirchner.
O promotor Tom Mulvihill está fazendo “asseverações irresponsáveis” com base em “material armado e produzido pelo FBI, ou seja, com conhecimento de autoridades políticas” dos Estados Unidos, diz a nota.
O comunicado acrescenta que, “ao mesmo tempo, se nega” à Argentina “a possibilidade de julgar os responsáveis e esclarecer” fatos ocorridos em seu território.
Estes fatos “afetam de maneira inaceitável o poder jurisdicional de nosso país e implicam o uso indevido de uma causa judicial com fins políticos subalternos”, ressaltou a nota oficial.
O Governo argentino reagiu assim diante das gravações do FBI divulgadas por Mulvihill no julgamento contra o venezuelano Franklin Durán, acusado de fazer parte de um grupo de agentes da Venezuela que tentaram impedir que o empresário Antonini Wilson revelasse o destino dos US$ 800.000 que tentou introduzir na Argentina sem declarar, em agosto de 2007.
“As relações maduras que devem existir entre Estados não podem se ver afetadas a pedido de operações com finalidades políticas deste tipo”, especificou a Chancelaria.
Acrescentou que “são manipuladas declarações da pessoa que perante todas as autoridades argentinas reivindicou a propriedade” da valise apreendida, “e perante autoridades americanas agora nega” o fato.