Autoridades de saúde da Argentina confirmaram que três tripulantes de um cruzeiro de luxo que partiu na semana passada do Porto de Santos e chegou nesta quarta-feira a Buenos Aires, e no qual há poucos dias morreu uma garçonete vítima da gripe B, permanecerão no navio “medicados” por “sintomas leves”.
“Apenas três tripulantes apresentaram sintomas leves e não vão descer” da embarcação, destacou o ministro argentino de Saúde, Juan Manzur, que liderou uma operação de inspeção do cruzeiro MSC Armonia junto a especialistas de sua pasta e de sociedades científicas.
Manzur disse que o restante dos passageiros e a tripulação do navio não apresentam sintomas e foram autorizados a descer, além de explicar que “não existe risco de pandemia”.
“Tanto os passageiros quanto a tripulação estão fora de perigo e sem nenhuma complicação. Todos vão poder descer com exceção dos três que serão avaliados de forma mais exaustiva por apresentar sintomas que, insisto, são extremamente leves”, disse.
“Estamos atuando de acordo com o que estabelece o Regulamento Sanitário Internacional e seguindo os protocolos que correspondem a estes casos”, afirmou.
A embarcação, que partiu na semana passada do Porto de Santos com cerca de 2 mil passageiros, chegou no terminal de Buenos Aires procedente de Montevidéu, onde na terça-feira desceram sete integrantes da tripulação para realizar revisões médicas.
Estas pessoas tinham estado em contato com Fabiana Pasquarelli, a garçonete de 30 anos que morreu com sintomas de gripe B em 17 de fevereiro, quando o navio chegou ao Brasil.
Nesse sentido, Manzur considerou “raro que morra uma pessoa com gripe B, deve ter outra doença de base” e destacou que “nos cruzeiros são mais comuns casos de gastrenterite”.
“A situação no cruzeiro Armonia é totalmente normal e não há risco”, insistiu Manzur.