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Após estado de sítio, 1.700 homens vigiarão estado boliviano

Arquivo Geral

22/11/2008 0h00

La Paz, order 22 nov (EFE).- Um contingente de 1.500 militares e 200 novos policiais será encarregado de garantir a segurança no departamento (estado) de Pando, no norte do país, a partir de amanhã, quando o Governo da Bolívia porá fim ao estado de sítio nessa região, informou hoje a agência estatal “ABI”.

O vice-presidente, Álvaro García Linera, detalhou que aos 1.200 soldados com os quais já conta a região, neste domingo se somarão mais 300 soldados e oficiais, enquanto duas centenas de policiais chegarão ao departamento na próxima semana.

Amanhã, o Governo de Evo Morales ditará o fim do estado de sítio decretado na região em setembro, segundo anunciou na semana passada o próprio presidente.

Esta medida excepcional foi decretada na região em setembro, para pôr fim a uma onda de violência que causou a morte de cerca de 20 pessoas, a maioria delas camponeses seguidores de Morales.

O Governo responsabilizou pelo massacre o ex-governador regional de Pando, o opositor Leopoldo Fernández, quem se encontra detido em uma prisão de La Paz.

A “comissão da verdade” enviada pela União de Nações Sul-americanas (Unasul) e coordenada pelo argentino Rodolfo Mattarollo antecipou ontem em Buenos Aires parte do que será seu relatório, no qual classifica o ocorrido como “massacre” de camponeses.

Mattarollo classificou os fatos como crimes de lesa-humanidade e considerou que as autoridades de Pando que estão identificadas no relatório devem ser investigadas pela Justiça ordinária, já que cometeram “crimes comuns” que não fazem parte “da função de nenhum funcionário público”.

“Não tenho a menor dúvida de que existe responsabilidade das autoridades. Existe a necessidade que a Justiça ordinária da Bolívia investigar funcionários, começando pelo ex-governador de Pando, Leopoldo Fernández”, disse.

Dos 36 nomes confinados pelo Governo por violar o estado de sítio, que a partir do levantamento da medida deveriam ser libertados, a procuradoria acusou 20 por assassinato, entre os quais Fernández, informa a imprensa boliviana.

Assim, só 16 serão libertados, enquanto os 20 acusados deverão ser submetidos a uma audiência judicial cautelar para determinar se seguirão em prisão preventiva ou se poderão responder em liberdade.

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