O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, prometeu hoje “levar a guerra aonde o Al-Shabab estiver” e anunciou que pedirá mais apoio à União Africana (UA) para que se possa combater o grupo terrorista na Somália.
O líder do grupo radical islâmico Al-Shabab, Ahmed Abdi Aw-Mohamud Godane, aplaudiu hoje os terroristas suicidas que mataram 77 pessoas em Uganda no domingo, e ameaçou mais ataques no país.
Em seu primeiro discurso à Nação desde os ataques em Campala, Museveni disse que “os povos da África têm que desfrutar da liberdade que conquistaram”.
“Lutamos pela liberdade, não pela escravidão que alguns grupos do Oriente Médio propunham. Essa gente está completamente equivocada”, disse Museveni na rádio e na televisão estatais.
O chefe de Estado ainda delineou um plano para enfrentar os ataques terroristas tanto dentro como fora do país.
“Dentro de Uganda, vamos eliminar todos esses elementos que esta gente esteve usando. O principal problema é nossa atitude relaxada e a atmosfera liberal de nosso país que não interfere nos assuntos privados do povo. Nunca vigiamos os estrangeiros que chegam aqui e eles (os terroristas) se aproveitaram disso”, apontou.
Sobre o aspecto exterior do plano, Museveni disse que, além de pedir um mandato mais amplo para que a missão da União Africana na Somália (Amisom) possa atacar o Al-Shabab e não se limitar a defender-se, Uganda contribuirá com mais tropas.
Uganda e Burundi são, até agora, os únicos países que cedem tropas à Amisom, em suporte ao Governo de transição, que conta com o apoio da comunidade internacional e que o Al-Shabab tenta derrubar.