Pelo menos 45 pessoas, entre elas quatro mulheres e três menores, morreram nesta terça-feira (10) na Síria pela repressão das forças do regime, segundo a rede opositora Comitês de Coordenação Local, justo quando expira o prazo dado pela ONU para aplicação de seu plano de paz.
O grupo destacou que o maior número de vítimas foi registrado no bastião opositor de Homs, onde pelo menos 25 pessoas perderam a vida.
Nessa cidade, capital da província homônima, as forças governamentais bombardearam intensamente os bairros de Jalidiya, Qarabes, Yuret Shiah e Bayada, por onde passam voos de reconhecimento, indicaram os Comitês.
Também houve mortos nas províncias de Idleb (norte), Hama (centro), Deraa (sul), Dir Zur (leste) e na periferia de Damasco.
Os Comitês acrescentaram que no município de Marea, na província nortista de Aleppo, soldados de segurança e atiradores invadiram a cidade, saquearam e destruíram várias casas, além de prender um número indeterminado de moradores.
O regime de Bashar al Assad como os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) trocaram acusações mútuas sobre o descumprimento do plano de paz proposto pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan.
Essa iniciativa estipula o fim da violência por parte de todos os envolvidos, a retirada das forças armadas das cidades e o restabelecimento da autoridade do Estado em todo o território.
Além disso, prevê o início de um diálogo nacional entre o governo e os setores da oposição no país.