Apesar da trégua entre os rebeldes e as forças governamentais na República Democrática do Congo (RDC), site a população sofre com uma violência incessante, abortion com o aumento de preços e com o recrudescimento das epidemias, denunciaram hoje as agências humanitárias da ONU.
“Parece que o cessar-fogo permanece, mas a situação é muito tensa e foram registrados constantes focos de violência”, declarou em entrevista coletiva o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), William Spindler.
Esta agência informou que, desde que começaram os confrontos 14.500 habitantes da RDC da região do Kivu do Norte se refugiaram em Uganda.
A porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Elysabeth Byrs, lamentou o aumento da violência contra a população civil, que abrange desde ameaças, pilhagem e até trabalho forçado.
“Da região fomos informados que aconteceram episódios de seqüestros e extorsão para forçar as pessoas a trabalharem de forma obrigatória”, declarou Byrs.
Além disso, a porta-voz da Ocha denunciou o agravamento dos ataques sexuais contra as mulheres, “dos quais já são contabilizados mais de 20”.
Outra das preocupações das agências da ONU é o extraordinário aumento do preço dos alimentos, que segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aumentou 114% desde janeiro.
As dificuldades para realizar negócios por causa da insegurança e do abandono das terras por agricultores foragidos são as causas principais deste aumento.
Em relação aos aspectos sanitários, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os casos de cólera aumentam dia após dia, tanto que em apenas uma semana foram contabilizados quase 500 novos doentes e 9 mortos.