“O diretor-geral acha que, assim como havia sido pedido, os principais países mostraram liderança ontem à noite e deram uma grande contribuição para que o processo continue caminhando”, afirmou o porta-voz da OMC, Keith Rockwell, parafraseando Lamy na reunião do conselho de negociação comercial.
Os 30 países que há seis dias negociam o desbloqueio da Rodada de Doha, em andamento há sete anos, alinharam posições de forma concreta ontem, mas ainda não conseguiram a aprovação de todos.
Lamy apresentou uma minuta de texto aceita pela maioria, mas que encontrou a oposição de vários participantes das negociações, entre eles Índia – que não descartou o texto, mas evitou aprová-lo -, Argentina e Indonésia – que mostraram sua oposição ao mesmo.
Rockwell explicou que Lamy está ciente de que “ainda restam muitos temas a serem resolvidos de forma urgente, e que estes vão ser tratados nas próximas horas”.
Lamy, segundo Rockwell, disse que esperava agradar a todos, e que, embora tivesse consciência de “que há elementos que nem todos aceitam, todos sabem que há base suficiente para que as negociações continuem”.
No entanto, o ministro de Comércio da Venezuela, Willian Antonio Contreras, disse que muitos notavam com preocupação que o texto, em grande medida, atendia mais às inquietações de alguns membros do que, efetivamente, às necessidades de desenvolvimento da maioria dos membros da OMC.
Já o chanceler argentino, Jorge Taiana, expôs sua oposição à proposta: “As idéias defendidas são mais das mesmas”.