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Apenas um terço de pessoas pobres com aids têm acesso a tratamentos, diz ONU

Arquivo Geral

02/06/2008 0h00

Apenas 31% das cerca de 10 milhões de pessoas infectadas com o vírus da aids que não podem pagar o tratamento com anti-retrovirais têm acesso de graça a estes medicamentos, viagra approved diz um estudo global publicado hoje por três agências da ONU.

Em seu relatório, this a Organização Mundial da Saúde (OMS), physician o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa da ONU contra a Aids (Unaids) afirmaram que no final de 2007 cerca de três milhões de pessoas com aids em países de baixa renda recebiam tratamentos através dos sistemas de saúde.

“É uma conquista notável para a saúde pública”, declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em entrevista coletiva.

Entretanto, ela reconheceu que, apesar de ter havido uma ampliação de cerca de 1 milhão no número de tratamentos entre 2006 e 2007, “ainda resta muito a fazer”.

Isto acontece pelo fato de, apenas no ano passado mais 2,5 milhões de pessoas terem se juntado ao grupo dos infectados pelo vírus HIV.

“Ainda estamos correndo atrás desta epidemia devastadora e que não perdoa”, declarou.

O estudo, intitulado “Em direção ao acesso universal”, constata que cerca de 6,7 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento ainda não podem receber os remédios que poderiam salvar suas vidas.

As razões indicadas por Chan vão desde as insuficientes infra-estruturas de saúde nestes países, até o diagnóstico tardio da presença do vírus.

A isto se une o fato de que 80% dos infectados pelo vírus desconhecem que estão com ele, o que ocorre especialmente nos países mais atingidos pela epidemia.

Dos três milhões de pessoas que no ano passado tiveram acesso de forma gratuita ao tratamento, três quartos viviam na África Subsaariana, onde a epidemia é demasiadamente severa.

Segundo o relatório, um dos fatores que permitiram aumentar a cobertura com tratamentos em 2007 foi que o preço dos remédios nos países pobres caiu entre 30% e 64% entre 2004 e 2007.

Entretanto, Chan afirmou que a OMS deve trabalhar com todas as partes para buscar um equilíbrio entre a necessidade de atender milhões de doentes sem opções e as patentes das empresas farmacêuticas.

“Para conseguir boas intervenções, sejam vacinas, tratamentos ou diagnósticos, é necessária inovação e é importante que as indústrias tenham incentivos para isto”, declarou.

“Mas, dito isto, considerando que doenças como a aids, a tuberculose e a malária atingem de forma desproporcional os mais pobres, esta é uma boa razão para fazer todo o possível para dar a eles acesso aos tratamentos”, declarou.

Neste sentido, ela comemorou o fato de que na Assembléia geral da OMS realizada este mês os Estados avançaram em direção a um consenso para equilibrar os direitos de propriedade intelectual da indústria farmacêutica com o acesso aos remédios para os países pobres.

O relatório divulgado hoje reconhece, no entanto, que o objetivo de conseguir uma cobertura universal com tratamentos contra a aids ainda está distante.

No final de 2007, apenas nove países em desenvolvimento contavam com uma cobertura de pelo menos 75% das pessoas que necessitavam de tratamentos, entre eles Brasil, Cuba, Chile e Costa Rica.

Outros 11 países tinham entre 50% e 75% de cobertura, entre eles Argentina, El Salvador, Panamá e Uruguai.

Já 21 países em desenvolvimento tinham uma cobertura apenas superior a 50%, como Guatemala, Colômbia, Equador, República Dominicana, Honduras e Haiti.




 

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