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Ao sancionar pacote, Obama anuncia <i>início do fim</i> da crise

Arquivo Geral

17/02/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, approved Barack Obama, afirmou hoje que o plano de estímulo econômico recém-aprovado pelo Congresso “marca o princípio do fim” da crise, permitirá a criação de empregos e dará “alívio às famílias”.

Numa cerimônia em Denver (Colorado), Obama sancionou o pacote de aproximadamente US$ 790 bilhões, considerado uma ferramenta imprescindível para fazer frente à desaceleração da economia e ao qual se referiu como “ambicioso” e “de grande alcance”.

“Começamos o trabalho essencial de manter vivo o sonho americano em nossa época”, declarou o presidente ao comentar a importante vitória política que representou a entrada em vigor da lei.

A medida, que só recebeu o apoio de três senadores republicanos no Congresso americano, destina cerca de US$ 275 bilhões a reduções nos impostos e cerca de US$ 500 bilhões a projetos de infraestruturas, energia e educação.

A prioridade a projetos de energia e educação foi determinada pelo presidente, que considera a luta contra a mudança climática um dos temas de preponderância nos próximos anos.

“O que hoje assino é um plano equilibrado com uma mistura de cortes fiscais e de investimentos”, um plano que “começará com um nível de transparência e de prestação de contas sem precedentes”, destacou.

O presidente, que optou por sancionar o pacote longe de Washington, também lembrou que a lei aprovada hoje representa apenas “uma parte” da estratégia contra a crise econômica.

“Precisamos estabilizar, reparar e reformar nosso sistema bancário, e fazer com que o crédito volte a fluir para as famílias e as empresas”, acrescentou Obama, que ressaltou a importância de uma reforma no sistema regulador.

O chefe de Estado lembrou que “nada disto será fácil” e que serão necessárias “coragem e disciplina, assim como um novo senso de responsabilidade, que fazia falta até agora de Wall Street a Washington”.

No fim, Obama suavizou o tom: “Se dermos continuidade às difíceis tarefas que é preciso cumprir, por todos e cada um de nós, superaremos esta economia debilitada e emergiremos mais prósperos como povo”.

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