Menu
Mundo

Ao menos cem pessoas são detidas durante greve no Chile

Arquivo Geral

25/08/2011 15h00

Seis policiais ficaram feridos por tiros e 108 pessoas foram detidas durante os distúrbios registrados nesta madrugada de quinta-feira em Santiago e outras cidades chilenas ao fim da primeira de duas jornadas de greve convocadas pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT), segundo fontes oficiais.

 


O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, precisou que 71 pessoas foram detidas em Santiago e 37 em outras regiões. Dos detidos em Santiago, 17 foram surpreendidos saqueando estabelecimentos comerciais e outros 10 cometendo roubos, disse aos jornalistas o funcionário, que acrescentou que 285 ônibus do transporte público foram destruídos por grupos de encapuzados.

Os detidos desta madrugada se somam a outros 348 detidos na quarta-feira quando começou a greve da CUT, o principal grupo trabalhador do país, com o apoio de 80 organizações sindicais, sociais, estudantis e políticas, sob uma diversificada plataforma de reivindicações.

Segundo a Polícia, 42 de seus agentes ficaram feridos nos incidentes, seis deles por disparos, enquanto Ubilla assegurou ter pouca informação sobre civis feridos. Alguns dos incidentes mais graves ocorreram em Pincoya, na área norte de Santiago, onde dois oficiais foram atingidos por disparos durante um ataque contra a delegacia do setor.

Os feridos são o major Christian Kunstmann Maier e o capitão Claudio Barrios Oyarzún, que permanecem internados no hospital institucional. Outro dos policiais feridos é o sargento Erickson Mora Bórquez.

Em San Bernardo, ao sul da cidade, pelo menos três supermercados foram saqueados, enquanto no centro de Santiago um posto de gasolina foi invadido e incendiaram um posto de segurança municipal.

Outro grupo de desconhecidos atacou uma oficina de artilharia ferroviária e destruiu com bombas incendiárias um vagão de ferrovia, enquanto a Prefeitura de San Ramón, na área sul de Santiago, também foi saqueada por encapuzados.

A sede do Colégio de Professores, uma das organizações convocantes da greve, foi atacada por cerca de 25 pessoas que apedrejaram o local e tentaram queimar o imóvel, situado no centro de Santiago.

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia ainda tentava dispersar os grupos que levantaram barricadas em diversos pontos da capital chilena, vários delas no setor central da cidade.

No entanto, o ministro dos Transportes, Pedro Pablo Errázuriz, assegurou aos jornalistas que, da mesma forma que na quarta-feira, o funcionamento do transporte público foi praticamente normal na capital, de 6,2 milhões de habitantes.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado