A Autoridade Nacional Palestina (ANP) voltará a pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que estude o chamado relatório Goldstone, sobre a ofensiva israelense na Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro deste ano, que acusa Israel e o movimento radical islâmico Hamas de crimes de guerra.
O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, fez o comunicado ao enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, na reunião que ambos realizaram ontem em Ramala (Cisjordânia) para tentar reativar o processo de paz, informa hoje o jornal palestino “Al-Ayyam”.
Segundo a fonte, a ANP, que retirou o pedido há poucos dias por pressões de Israel, apelará novamente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para que o envie ao Conselho de Segurança da organização.
Saeb Erekat, negociador-chefe da ANP, declarou que Abbas disse a Mitchell que foram adotadas medidas em Genebra para proteger o povo palestino e que esperava que a votação fosse realizada o mais rápido possível.
A princípio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU estudará o relatório em março.
As conclusões do juiz sul-africano Richard Goldstone sobre a guerra entre Israel e o Hamas em dezembro de 2008 e janeiro deste ano apontam para severos crimes de guerra contra a população civil e recomenda à ONU que obrigue as partes a abrirem investigações e a castigar os responsáveis.
A retirada do pedido da ANP à ONU causou graves danos políticos a Abbas, além de duras críticas por parte da sociedade, que foram aproveitadas pelo Hamas para desacreditar os nacionalistas do Fatah.