A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e outros grupos de editores de vários países sul-americanos expressaram neste domingo sua preocupação com o clima tenso do exercício do jornalismo na região, viagra 100mg com destaque para a situação na Venezuela e o caso da “Radio Caracas Televisión” (RCTV).
A ANJ e grupos da Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Peru divulgaram o comunicado “Associações de imprensa da América do Sul continuam em alerta diante das ameaças à liberdade de expressão no continente”.
Quatro meses após o fechamento da RCTV, os representantes de imprensa dos seis países afirmam que é “importante continuar levantando a voz para alertar as sociedades do continente sobre as graves implicações” desse e de outros fatos que “obscurecem” a plena liberdade de imprensa na região.
No comunicado, afirmam que estão ocorrendo fatos preocupantes na Venezuela, de novas leis que restringem as transmissões televisivas a perseguições e atentados contra jornalistas e meios de comunicação, como o recente ataque ao jornal Panorama, de Maracaibo.
“O caso venezuelano assume, desde o fundo e a forma, características inusitadas devido a seu desprezo às formas internacionais e à essência das democracias modernas. Mas, hoje, devemos lamentar que não seja uma situação isolada”, acrescenta a nota.
Os jornalistas afirmam que redobrarão a atenção sobre o cenário regional. Além disso, lembrarão que os meios de comunicação estão expostos a agressões, “talvez mais sutis e indiretas, mas igualmente perigosas”.
Segundo o comunicado, há um tempo o jornalismo na região observa com inquietação a instalação de um clima tenso para o exercício da profissão, além de intolerância à crítica e à liberdade de opinião.
As associações afirmam que o assunto não afeta apenas a imprensa, mas gera um retrocesso na qualidade das instituições republicanas e no diálogo democrático, prejudicando as sociedades.
Além da ANJ, o comunicado é assinado pela Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa), Associação de Diários Colombianos (Andiarios), Associação Nacional da Imprensa no Chile (ANP), Associação Equatoriana de Editores de Jornais (Aedep) e Conselho da Imprensa Peruana (CPJ).
Na cidade de Manta (Equador), a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) rejeitou neste fim de semana o decreto do presidente do país, Rafael Correa, que impede a difusão de gravações não autorizadas.
Segundo o jornal equatoriano El Comercio, a AIR ratificou a preocupação com a emissão do decreto que afeta a liberdade de expressão. A associação também afirmou que apoiará os meios de comunicação.
A AIR também teria pedido ao Governo da Venezuela a restituição dos equipamentos e da operação da RCTV em sinal aberto. Na sexta-feira, a assembléia da AIR afirmou que Equador, Colômbia, Nicarágua, Venezuela e México são os cincos países latino-americanos em que há mais ameaças à liberdade de expressão.