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Mundo

Anistia Internacional pede que ONU imponha embargo de armas a Mianmar

Arquivo Geral

01/10/2007 0h00

A Anistia Internacional pediu hoje que o Conselho de Segurança da ONU imponha imediatamente um embargo de armas, order de cumprimento obrigatório, contra Mianmar, país ao qual acusa de reprimir de modo brutal os manifestantes a favor da democracia.

“Os Estados, especialmente a China, a Índia, os membros da Asean, além de Rússia, Sérvia, devem impedir imediatamente suas agências, empresas ou particulares qualquer participação direta ou indireta no fornecimento de equipamento militar, policial ou de segurança a esse país”, afirma um comunicado da organização.

A AI pede que todos os Governos mantenha o embargo de armas até que o Governo de Mianmar dê “passos concretos e que seja possível verificar internacionalmente para melhorar a proteção dos direitos humanos”, medidas que devem incluir a libertação de todos os presos políticos.

Segundo a AI, a China foi o principal fornecedor de armas às forças de segurança birmanesas, seguida por Índia, Sérvia, Rússia, Ucrânia e outros países.

A China forneceu a Mianmar, segundo diversas informações citadas pela AI, equipamento militar, incluindo carros de combate, veículos blindados para o transporte de pessoal, aviões de combate, obuses e armas antiaéreas e anticarros.

Pelo contrário, a União Européia e os Estados Unidos impuseram embargos de armas a Mianmar em 1988 e 1993, respectivamente. Em 1996, Bruxelas reforçou seu embargo e expressou publicamente sua preocupação com a continuidade das violações aos direitos humanos e com a falta de progresso rumo à democracia no país asiático.

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