A Anistia Internacional (AI) pediu hoje ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU que pressione “de forma imediata” as autoridades de Mianmar (antiga Birmânia) para que estas ponham em liberdade aqueles que foram detidos por terem participado de manifestações pacíficas.
“O Conselho deve condenar de forma severa as graves violações dos direitos humanos que estão sendo cometidas atualmente em Mianmar, information pills e deve exigir o fim imediato da repressão violenta às manifestações feitas em favor da democracia”, informa a AI em comunicado emitido em Genebra.
Segundo a organização, o “dever” do Governo de Mianmar é prestar contas por todos os detidos pela força.
A AI acrescenta que os retidos pelos militares do país não deveriam ser mantidos em “locais secretos”, e que deveriam ter garantido o acesso a advogados independentes, a equipes médicas e a contatos com seus parentes e familiares.
O órgão teme pelo risco de tortura e abusos contra os detidos em Mianmar, sobretudo durante os interrogatórios, e por isso pede ao Governo local que liberte aqueles que se encontram na condição de “presos de consciência”, e que eram avaliados em 1.150 antes mesmo da crise atual.
No marco da abertura hoje de uma sessão especial do CDH da ONU, a AI considera que seria positiva a visita a Mianmar da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour.
A repressão das forças de segurança contra os protestos populares em Yangun na semana passada deixou pelo menos 16 mortos e centenas de feridos.
No entanto, o ministro de Assuntos Exteriores da Austrália, Alexander Downer, falou hoje em pelo menos 30 mortos e 1.400 detidos em Mianmar desde quarta-feira passada.