A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) na Espanha acusou hoje as autoridades do Irã de oficiar uma “cerimônia da confusão” no caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que “não deve ser executada por nenhum tipo de meio”.
O procurador-geral iraniano, Gholam Hussein Mohseni Ejei, anunciou que Sakineh, acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido, foi condenada à morte pelo segundo dos crimes que pesam contra ela.
O diretor da AI na Espanha, Esteban Beltrán, disse à Agência Efe que será iniciada “uma ação internacional contra o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que esclareça a situação legal de Sakineh”.
O anúncio, há alguns meses, de que a iraniana de 43 anos tinha sido condenada por adultério e que seria executada por apedrejamento despertou uma onda de críticas e protestos internacionais contra o Irã, o que obrigou o regime a suspender a sentença e a afirmar que se encontrava sob revisão.