Em Luanda, segundo a imprensa local, praticamente nenhum colégio eleitoral abriu antes das 8h30 local (4h30 de Brasília), e apenas em Cabinda, uma zona onde existe um movimento separatista armado, os centros começaram a receber os votos na hora prevista.
O próprio presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, que pretendia ser um dos primeiros a votar, às 7h local (3h de Brasília), teve e esperar até as 8h40 (4h40 de Brasília) para depositar seu voto.
Apesar do atraso, o presidente angolano afirmou que “o mais importante é que o país seja o vencedor, com a consolidação da democracia”.
“Iniciamos um novo ciclo, uma nova forma de fazer política”, disse José Eduardo dos Santos, que assegurou que o pleito acontece em um ambiente de “tolerância e fraternidade, apesar de alguns incidentes”.
Alguns dos observadores do pleito destacaram a desorganização no início da jornada e a ausência de materiais em muitas das 14.000 mesas que abririam no país.
Os 8,3 milhões de angolanos convocados hoje às urnas devem escolher uma Assembléia Nacional de 220 deputados.
A votação está prevista para terminar às 19h local (15h de Brasília).
Segundo a Comissão Eleitoral, os primeiros dados sobre os resultados das eleições não serão divulgados antes do sábado ou domingo.