Diversos analistas políticos do mundo árabe qualificaram nesta segunda-feira a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, por tropas americanas no Paquistão, como um “grande golpe” que pode provocar o retrocesso dessa organização terrorista.
Por outro lado, várias horas depois da morte de Bin Laden, nenhum governo árabe avaliou o falecimento do máximo representante da Al Qaeda.
“É possível que com o passar do tempo a Al Qaeda retroceda” em consequência da morte de seu líder, disse à Agência Efe o especialista egípcio em assuntos islâmicos Fahmi Huweidi.
No entanto, Huweidi disse que este retrocesso não será notado a curto prazo, mas levará algum tempo. Esta opinião não é compartilhada por completo pelo especialista jordaniano no tema Marwan Shehada, para quem a morte de Bin Laden também “minará a moral dos combatentes da Al Qaeda, pelo menos, durante um tempo”.
“Acho que Al Qaeda sofreu um revés porque Osama bin Laden era um líder carismático cuja personalidade exercia um grande efeito na tentativa de convencer os membros e diferentes categorias dentro do grupo”, explicou Shehada.
Quanto à identidade do substituto de Bin Laden como líder da rede internacional, Shehada nomeou o egípcio Ayman al Zawahiri, atual “número dois” da Al Qaeda e o líbio Abu Yehia al Libi, um dos dirigentes do grupo terrorista.
O analista egípcio do Centro “Al Ahram” para Estudos Políticos e Estratégicos e especialista em mundo árabe, Mohammed Abbas, qualificou o assassinato de Bin Laden como “um grande golpe em matéria de segurança dos Estados Unidos, que pode complicar a situação da Al Qaeda”.