Menu
Mundo

Analistas alertam sobre aumento de violência e insegurança na A.Latina

Arquivo Geral

30/06/2010 15h25

Um grupo de analistas internacionais alertou no Chile sobre o aumento da violência e da insegurança na América Latina e no Caribe, situação agravada pelos altos índices de corrupção e pelo auge do crime organizado.

Os pesquisadores, convocados pela escola de Sociologia da Universidade Academia de Humanismo Cristiano, qualificaram em comunicado divulgado hoje que a situação na região é “preocupante”, especialmente em países como Guatemala, Brasil, México e Nicarágua.

Nestas nações, a violência e a insegurança cidadã se transformaram em um problema mais complexo “por serem nações em subdesenvolvimento, com superpopulação, altos índices de corrupção e pelo auge, nos últimos anos, do crime organizado”.

Para Marco Antonio Castillo, da Associação Grupo Ceiba da Guatemala, uma organização que promove a luta contra a toxicomania e a violência juvenil, a situação nesse país centro-americano é “extrema”.

Segundo indicou, mais de 70% da população é pobre e 67% é menor de 30 anos, fatores considerados determinantes para que no último ano a violência na Guatemala tenha aumentado 23%.

Para piorar, soma-se a isto a corrupção policial, que leva os jovens a crer que “a Polícia se vende ao melhor comprador, privilegiando sempre os setores mais poderosos”.

O investigador Emilio Dellasoppa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, explicou que no Brasil a percepção de insegurança aumentou devido ao aumento da população e ao crescimento das favelas.

Além disso, cidades como Rio de Janeiro e São Paulo são “castigadas pelo domínio do crime organizado ligado à delinquência e ao narcotráfico”.

Na Nicarágua, ao contrário de outros países, foi implementado em 2007 um modelo de Polícia comunitária que trabalha com a população, e que conseguiu reduzir consideravelmente a taxa de homicídios e os casos de violência.

“Os números demonstram que em 2008 a taxa de crimes baixou de 21,1% para 9% em 2009, e isto se deve em grande medida a uma Polícia mais próxima que trabalha coordenada com a cidadania”, disse Deyanira Castillo, coordenadora de projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesse país.

Segundo dados entregues pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em seu relatório de segurança cidadã e Direitos Humanos, 40% de homicídios e 66% de sequestros que acontecem no mundo a cada ano são registrados na América Latina e Caribe, apesar de contar com só 8% da população mundial.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado