O chanceler brasileiro, this web Celso Amorim, advice começará nesta sexta-feira uma visita oficial de dois dias a Cuba, acompanhado por empresários do país, e com perspectivas de fechar negócios em setores como agroalimentacção e infra-estruturas.
Após acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meados de janeiro passado, Amorim volta a Cuba para prosseguir com as negociações de cooperação econômica e comercial iniciadas na primeira visita.
Fontes brasileiras consultadas pela Agência Efe indicaram que Amorim chegará esta noite a Havana com 39 executivos de 22 empresas do país, e visando dois temas importantes: o setor de agroalimentação e o de infra-estruturas.
Em janeiro, o governante sul-americano se reuniu com o então presidente provisório da ilha, Raúl Castro, e com o líder cubano, Fidel Castro.
Além dos encontros políticos, a visita deixou vários acordos e a rubrica de um crédito de US$ 90 milhões para a aquisição de alimentos.
As fontes indicaram que o crédito foi ampliado para US$ 100 milhões em janeiro e para US$ 200 milhões em março.
Também foi deixada aberta a porta para outras verbas de financiamento por parte do Brasil em setores como a mineração, a saúde, o desenvolvimento industrial e a biotecnologia.
A delegação que acompanha o ministro Amorim inclui representantes do setor automotivo, do farmacêutico e de companhias dedicadas ao comércio de matérias-primas.
Um ponto importante na agenda do ministro é o pedido do Governo cubano de uma linha de financiamento para infra-estruturas de US$ 500 milhões a US$ 600 milhões para quatro anos.
As fontes falaram sobre “pedidos do Governo cubano que estão em análise”, e embora tenham opinado que ainda pode estar cedo para fechar o acordo, não descartaram que se possa assinar algum tipo de compromisso durante a visita.
“É uma possibilidade, para isso viajam os chanceleres”, indicou uma fonte da Chancelaria brasileira.
Cuba realizou em janeiro uma proposta para contar com a participação da Petrobras no negócio de prospecção em águas profundas de sua Zona Econômica Exclusiva no Golfo do México, uma proposta que a companhia brasileira se comprometeu a responder em seis meses.
As fontes indicaram que a resposta terá de ser anunciada pela Petrobras, embora seja “um acordo que tenha sido estudado e que esteja avançando”.
Além disso, o diretor-geral da empresa estatal Companhia Cubana de Petróleo (Cupet), Fidel Rivero, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, assinaram em janeiro um memorando de entendimento para realizar estudos a fim de criar uma empresa de lubrificantes em Cuba.
Na semana passada, durante uma visita ao Brasil da ministra da Indústria de Base cubana, Yadira García, a Petrobras informou a sua vontade e a da Cupet de abrir a fábrica em Havana.
“Estão sendo negociados os termos do acordo de associação entre a Petrobras e a Cupet a fim de se constituir uma empresa mista”, informou a Petrobras no último dia 20.
Amorim deve reunir-se com seu colega ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque; com o ministro do Comércio Exterior, Raúl de la Nuez; e com o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, além de participar de um encontro com empresários.
As fontes consultadas pela Efe indicaram que até o momento não foi confirmado nenhum encontro com Raúl Castro.