O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou hoje que seu país não considera legítimas as eleições gerais que acontecem hoje em Honduras.
“Não achamos que sejam legítimas eleições que foram conduzidas com o presidente Zelaya fora do poder, com um país imerso em um longo período de sítio, e com repressão contra a população”, disse Amorim à Agência Efe.
O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, continua na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece desde 21 de setembro passado, exigindo que seja restituído no poder.
Amorim evitou responder se o Brasil daria asilo político a Zelaya, caso este decidisse se exilar.
Sem supervisão de organismos internacionais e com acusações de falta de garantias para seu desenvolvimento, as eleições cumprirão a formalidade de acontecer em tempo e forma, mas com Zelaya na embaixada brasileira e o presidente de fato, Roberto Micheletti, “ausente” do poder.